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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Solidários com o povo grego! (concentrações em Lisboa e no Porto, amanhã, às 18h)

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No dia 12 de Fevereiro o presidente Loukas Papademous, lacaio do Deutsche Bank, e a maioria governamental aprovaram o segundo memorando que institucionaliza o resgate dos bancos, dos homens de negócios e do euro e, por outro lado, sacrifica o povo aos deuses da especulação.
Este pacote de austeridade pretende impor medidas que nenhum povo pode aceitar. Os “parceiros” da União Europeia exigem ao povo grego um corte de 32% no salário mínimo daqueles que têm menos de 25 anos, e de 22% aos que têm mais de 25 anos. Os contratos colectivos de trabalho são eliminados para conseguir o despedimento de 15 mil trabalhadores no sector público, e vão ser destruídos 150 mil empregos através da não renovação de contratos.

Este novo pacote de austeridade exige também cortes nas pensões e nos salários dos serviços públicos, a privatização de bens do Estado e cortes nos serviços públicos, incluindo saúde, assistência social e educação. Na verdade, estamos a falar da morte da sociedade. Neste momento a Grécia é governada por um governo que não foi eleito. Um governo no qual a extrema-direita faz parte. Um governo que impõe políticas que acabam com direitos humanos e direitos laborais, obriga escolas e hospitais a encerrarem, condena mais de 20% da população à pobreza extrema e ao desemprego, ignora a vontade do povo demonstrada em várias manifestações em que centenas de milhares de pessoas participaram, vende todo o tipo de propriedade pública, tolera e encoraja a violência policial. A resposta à crise estrutural do capitalismo por parte do capital, da banca e do estado burguês, é a completa demolição de qualquer direito laboral e social de forma a salvar os seus lucros e o sistema em si mesmo.

O povo grego, com coragem, revolta-se contra esta política de intimidação social. Apesar do total silêncio dos media e de toda a repressão violenta, as manifestações e greves gerais multiplicam-se. No último domingo, juntaram-se na Praça Sintagma, mais de meio milhão de pessoas para mostrar a sua oposição e hostilidade contra as novas medidas de austeridade. A manifestação foi cruelmente reprimida, com gás lacrimogéneo e violência policial, o que levou 20 pessoas a serem assistidas no hospital. Tentam aterrorizar todos os lutadores sociais, a fim destes obedecerem. Apesar desta extrema violência repressiva, o povo grego continua a manifestar-se mostrando que não tem medo! Não há nenhuma outra solução que não a luta social, numa sociedade onde não se vislumbra futuro para os trabalhadores e a juventude.

Confrontando-nos com uma crise que se expande na União Europeia, mais vai para além desta, a solidariedade entre os povos é uma arma nas nossas mãos. A Grécia e Portugal estão na mesma situação económica e partilham um futuro comum – nós somos a primeira cobaia de um novo modelo cruel de gestão do capitalismo. É necessário que o povo português se levante e manifeste a sua solidariedade para com o povo grego e para com todas as lutas sociais na Europa. É tempo de coordenar as nossas lutas, de nos revoltarmos! É tempo de dizer bem alto que não vamos fazer mais sacrifícios em nome dos patrões, dos bancos. Do euro! É tempo de dizer bem alto que não pagamos um dívida que não é nossa!
 
 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

SOMOS TODOS GREGOS! - Dia de Mobilização Internacional

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Sábado, 18 de Fevereiro

Coimbra - Praça da República, 18h
Lisboa - Rossio, 18h

 



Αλληλεγγύη με τους Έλληνες!
Solidarity with the Greek people!
Solidarité avec le peuple grec!
Solidarität mit den griechischen Menschen!
Solidaridad con el pueblo griego!
Solidariedade com o povo grego!
Solidarietà con il popolo greco!
Солидарность с греческого народа!
Yunan halkı ile dayanışma!
التضامن مع الشعب اليوناني
希腊人民的声援


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

SOMOS TODOS GREGOS! - Sábado, 18 de Fevereiro, Dia de Mobilização Internacional

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Quando um povo é atacado, todos os povos são atacados.

A 10 de Fevereiro, o governo grego não eleito adoptou um hediondo e destrutivo plano de austeridade, aprovado pelo parlamento (199 deputados votaram a favor, contra os restantes 101) no dia 12 de Fevereiro.
As novas medidas de austeridade impõem uma redução de 22% no salário mínimo, que estará congelado durante os próximos 3 anos; a contratação colectiva foi simplesmente eliminada; 15 mil trabalhadores serão despedidos e 150 mil postos de trabalho serão destruídos pela não renovação de contratos…
O povo da Grécia está a erguer-se de forma corajosa contra estas políticas de terror social. Com o silêncio mudo dos meios de comunicação social, manifestações, bem como greves gerais, tornam-se mais e mais frequentes apesar da violenta repressão.

O povo da Grécia necessita da solidariedade internacional e chamam pelo nosso apoio. Respondamos à sua chamada. Somos todos gregos!

A sua mobilização está a colidir contra a muralha de uma ditadura europeia e internacional, a ditadura dos mercados financeiros e da troika: União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, que impuseram aos gregos medidas de austeridade e um governo não eleito.
Os governos da União Europeia estão envolvidos na ditadura e implementam medidas que seguem a mesma linha no resto dos países. A Grécia está a ser usada como um laboratório antes de estas medidas serem generalizadas. A situação irá ficar ainda pior devido ao novo projecto do Tratado Europeu, que irá impor a «regra de ouro» nas nossas constituições nacionais.

Como o fazem os gregos, rejeitamos o sacrifício das pessoas pelo dinheiro.
Recuperemos as rédeas nas nossas vidas.
Desliga o computador, junta-te à mobilização!

No próximo sábado, dia 18 de Fevereiro, irão realizar-se manifestações por todo o lado em solidariedade com o povo da Grécia.




Acções de solidariedade já confirmadas:

Sábado, 18 de Fevereiro
Coimbra - Praça da República, 18h
Lisboa - Rossio, 18h


Segunda-feira, 20 de Fevereiro
Lisboa - Largo de S. Domingos, 18 h
Porto - Praça da Batalha, 18h

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Um apelo vindo da Grécia

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The masks have completely fallen… IMF, EU officials and “our” government (the non-elected, ex-banker new prime minister with his 3 political allies, main responsible for this crisis & ruling for the last 40 years) has decided yesterday for a 3rd even harder, more destructive package of austerity measures which will turn Greece to the country it was just after the 2nd World War…

The new salaries after this agreement will reach around 350 euros in a country with an increased living cost (and one among the countries with the highest food, fuel, services prices)… The cuts in the last 2 years have reached more than 50% of the average salary income, while Greek banks are getting millions of euros and big corporations are paying ever less taxes… Debt, on the other hand is getting ever bigger as the economy is paralyzed… A dead-end policy…


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sai à rua e faz-te ouvir!

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No próximo dia 21 de Janeiro, sábado, a ‘Plataforma 15 de Outubro’ realizará uma manifestação em Lisboa, partindo às 15h do Marquês de Pombal. Perante um governo que apresenta aos seus cidadãos a porta da rua e que apela à emigração, em particular dos mais jovens e qualificados dizemos: Basta! A este governo que não tem alternativas e que declara objectivos de empobrecimento do país e emigração em massa declaramos: Ficaremos – para Lutar!

Iniciamos 2012 mergulhados numa das maiores crises da história portuguesa e europeia. São mais de 800 mil desempregados no país, e esse número não pára de aumentar. A precariedade laboral devora vidas e aspirações e condena grande parte da população à miséria e a uma vida sem futuro. O orçamento aprovado reproduz-se além das exigências da Troika com cortes na Saúde e na Educação; com a eliminação do 13.º e 14.º salários na Função Pública; com o aumento do valor das taxas moderadoras, dos preços dos transportes, da electricidade e das rendas das casas. E, apesar do grande número de desempregados o governo ainda amplia em meia hora por dia o horário de trabalho, aumenta a exploração e torna mais difíceis as contratações.

Não é o povo que está a viver acima das suas possibilidades, mas sim banqueiros, patrões e multimilionários, bem como os políticos e governos que os apoiam. Estes é que são os verdadeiros responsáveis pela crise da dívida soberana! E em nome dela destroem a própria liberdade.

Quem ganha com a crise conta com o medo de quem se deixa explorar, não percebendo que lhes roubarão tudo. É inequívoco que roubam a própria dignidade e exigem a vida de joelhos. É por isso preciso a união para destruir esse medo.

A solução para os problemas será colectiva – não será aceitar com resignação a austeridade, a precariedade, o desemprego, o fim da Democracia e a inevitabilidade de todas as medidas que destroem milhões de vidas! Por isso, a ‘Plataforma 15 de Outubro’ apela à sociedade portuguesa: desempregados, trabalhadores, imigrantes, precários, estudantes e a todos cujas vidas e sonhos são destruídos em nome de uma crise da qual não são responsáveis, para que se juntem e, a 21 de Janeiro, mostremos juntos na rua que exigimos viver numa Democracia mais participativa e que em Democracia o poder é do povo e de mais ninguém!

 


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Contagem decrescente para a Greve Geral de 24 de Novembro (# 6)

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A ‘Plataforma 15 de Outubro’ marcou nova manifestação para o próximo dia 24 de Novembro, coincidente com o dia da Greve Geral Nacional. A concentração para a manifestação far-se-á às 14h30, no Marquês de Pombal e percorrerá a Avenida da Liberdade, desaguando no Rossio, onde fortalecerá o encontro marcado pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses [CGTP], previsto para o local.

No entender da ‘Plataforma 15 de Outubro’, a democracia está moribunda e deixou de servir os cidadãos, os seus representantes fingem não ouvir as vozes na rua e procuram silenciar quem exerce o seu direito básico de protesto. Por isso, o propósito de fazer parar a produção no próximo dia 24 de Novembro é uma forma de combater os ‘senhores’ que lucram com a miséria e impõem uma austeridade que ‘os’ faz enriquecer, cada vez mais.

Mas, fazer greve não é ficar em casa - é sair à rua e, enquanto pára o país, fazer ouvir a voz do descontentamento! Porque o governo defende que o país tem de empobrecer, que os cidadãos têm de emigrar, que pagar a dívida é o objectivo único de uma economia em queda e que a alternativa a esse cenário seria a ruína do país.

As medidas de brutalidade deste governo prometem destruir centenas de milhares de postos de trabalho e destruir os direitos daqueles que ainda trabalham, factos que fazem reclamar pelo direito ao trabalho com direitos, pela suspensão do pagamento da dívida, pela execução de uma auditoria cidadã à mesma e pelo direito a manter o 13.º e o 14.º salários.

No dia 15 de Outubro, em Assembleia Popular frente ao parlamento, foi feito um apelo às centrais sindicais para a convocação de uma Greve Geral. A resposta foi afirmativa. Dia 24 de Novembro, a ‘Plataforma 15 de Outubro’ apela ao povo português que se junte, que pare o país, que se manifeste, que faça uma verdadeira Greve Social, onde trabalhadores desempregados caminhem ao lado de trabalhadoras efectivas, onde reformadas caminhem ao lado de trabalhadores precários, onde imigrantes caminhem ao lado de estudantes.

Façamos ouvir a nossa voz! A Democracia está em causa. É hora de lutar!

 


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Eles é que vivem acima das nossas possibilidades

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(Sugerimos a visualização do vídeo no modo "ecrã inteiro" - a infografia que demonstra a evolução dos rendimentos de 15 ex-governantes, antes e depois de passarem pelo Governo, encontra-se disponível no site do Expresso)

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