segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Não cheira a cravo, cheira a Crato # 2


Na íntegra e sem necessidade de comentários adicionais, mais um excelente texto de Manuel António Pina:





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domingo, 30 de outubro de 2011

Compreender a Dívida Pública (em alguns minutos)

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Isto não é um Governo, é uma comissão liquidatária

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As medidas propostas pelo Governo no Plano Estratégico de Transportes são mais um ataque contra os cidadãos e os seus direitos. Suprimir horários nocturnos ou reduzir a oferta de transportes públicos nas grandes cidades terá não só implicações dramáticas no quotidiano das populações, principalmente nas de menores rendimentos, como também contribuirá para o agravamento das condições económicas de vários sectores de actividade.

Não nos iludamos, o Governo tem plena consciência de que estas medidas terão impactos ambientais, contribuirão para o aumento do desemprego, agravarão as condições socio-económicas das populações e limitarão o direito a uma mobilidade sustentável. Mas nada disto, na sua fúria austeritária, importa ou incomoda a comissão liquidatária que nos governa.

Como refere Helena Pinto, no texto "Lisboetas, indignem-se!", nada escapa à austeridade destruidora deste Governo:









sábado, 29 de outubro de 2011

A música portuguesa a gostar dela própria

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Adufeiras de Monsanto - "Marcelada"



Mão Morta - "Novelos da Paixão"



Maria José Ramos Carvalho - "José Embala o Menino"

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria é mais do que um mero site ou um canal de vídeos no Vimeo. O projecto do cineasta Tiago Pereira é um precioso espólio e uma celebração da diversidade musical portuguesa.

De Mão Morta ao Grupo de Folclore do Porto Santo, de Né Ladeiras a Linda Martini, de António Pinho Vargas às Adufeiras de Monsanto, de Noiserv ao Ti Zé Maria Fernandes, existe todo um património musical a descobrir e explorar em A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria.

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria está aí, à distância de um clique. Garantimos que vale a pena a visita.



António Pinho Vargas - "June"



Né Ladeiras com Winga - "Anda Jaleo"



Roncos do Diabo - "Repasseado de Rio de Onor"


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Double standards

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A morte saiu à rua num dia assim


No dia 28 de Outubro de 1989, um bando nazi de cabeças-rapadas assassinava José Carvalho à porta da sede do PSR, onde decorria um concerto antimilitarista.

José Carvalho - o "Zé da Messa", como era conhecido por todos - fez parte da Comissão de Trabalhadores da Messa, a empresa de máquinas de escrever que em tempos foi o maior empregador no concelho de Sintra, com mais de mil e quinhentos trabalhadores. Em 1985 fechou portas, deixando centenas de pessoas com salários em atraso. Nos anos seguintes, o Zé da Messa foi um dos activistas que organizaram a luta pelos direitos destes trabalhadores.

Dirigente do PSR desde o fim dos anos 70, José Carvalho foi um dos impulsionadores do trabalho antimilitarista do partido, após ter participado nos SUV - Soldados Unidos Vencerão, um movimento de militares pela democracia nos quartéis constituído em 1975. Doze anos mais tarde, foi um dos responsáveis pela organização dos concertos do bar das Palmeiras, que envolveu dezenas de bandas rock contra o serviço militar obrigatório. Foi num destes concertos que viria a ser assassinado pela extrema-direita.







sábado, 22 de outubro de 2011

Não cheira a cravo, cheira a Crato

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O vergonhoso comunicado de imprensa, divulgado ontem pelo Ministério da Educação e Ciência, revela bem o que podemos esperar do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas.
A ameaça de uma "democracia musculada" está aí, plasmada em tom intimidatório no texto do Ministério tutelado por Nuno Crato.
Quem protesta infringe. Quem reivindica será punido. Estas são as promessas deste Governo:







Se dúvidas existissem, o comunicado acima transcrito confirma-o: o perfume dos cravos desapareceu, restando apenas o cheiro putrefacto desta direita pseudo-democrata que nos arrastará para o abismo económico e social.
Agora somos nós ou eles. Resistimos ou desistimos. A escolha é nossa...



Cinematógrafo do Reviralhos # 13


Sicko (2007)





Título: Sicko (2007)

Realização: Michael Moore

Argumento: Michael Moore

Duração: 123 minutos


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Eles é que vivem acima das nossas possibilidades

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(Sugerimos a visualização do vídeo no modo "ecrã inteiro" - a infografia que demonstra a evolução dos rendimentos de 15 ex-governantes, antes e depois de passarem pelo Governo, encontra-se disponível no site do Expresso)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Não arranjes desculpas!

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Angra do Heroísmo - 14:00 h - Praça Velha

Braga - 15:00 h - Avenida Central

Coimbra - 15:00 h - Praça da República

Faro - 15:00 h - Jardim Manuel Bivar

Porto - 15:00 h - Praça da Batalha

Ponta Delgada - 14:00h - Portas da Cidade

Santarém - 15:00 h - Jardim da Liberdade

Évora - 15:00 h - Praça do Sertório

Lisboa - 15:00 h - Marquês de Pombal

Já estivemos mais longe...

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Quando o governo te declara guerra, derruba-o!

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A comunicação de Pedro Passos Coelho ao país, anunciando a avalanche de medidas austeritárias contidas no Orçamento de Estado para 2012, são uma declaração de guerra ao povo.

Perante este ataque sem precedentes, a resposta de todos nós  - trabalhadores do sector público e privado,  reformados e pensionistas, desempregados, precários, estudantes... - deverá ser imediata, unitária e sem contemporizações.







quarta-feira, 12 de outubro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Manifesto - 15 de Outubro - Porto



A pouco mais de uma semana do 15 de Outubro, que conta já com manifestações confirmadas em sete cidades portuguesas (Lisboa, Porto, Angra do Heroísmo, Coimbra, Braga, Évora e Faro), divulgamos o manifesto redigido pelos dinamizadores do protesto na cidade do Porto:

Em adesão ao protesto internacional convocado pelos movimentos 'indignados' e 'democracia real ya', em Espanha, ocorrerá, no Porto, uma manifestação sob o tema 'a democracia sai à rua', no dia 15 de Outubro de 2011. As razões que nos levam para a rua são muitas e diferentes, de pessoa para pessoa, de país para país - não querendo fechar o protesto a outras exigências de liberdade e de democracia, mas para que se saiba porque saimos para a rua, tentámos, entre os que estão a ajudar na organização e na divulgação do 15 de outubro, encontrar as reivindicações que nos são comuns - entre nós e relativamente aos outros gritos das outras praças, nas ruas de todo o mundo:

Dos EUA a Bruxelas, da Grécia à Bolívia, da Espanha à Tunísia, a crise do capitalismo acentua-se. Os causadores da crise impõem as receitas para a sua superação: transferir fundos públicos para entidades financeiras privadas e, enquanto isso, fazer-nos pagar a factura através de planos de pretenso resgate. Na UE, os ataques dos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas chantageiam governos cobardes e sequestram parlamentos, que adoptam medidas injustas, de costas voltadas para os seus povos. As instituições europeias, longe de tomar decisões políticas firmes frente aos ataques dos mercados financeiros, alinham com eles.

Desde o começo desta crise assistimos à tentativa de conversão de dívida privada em dívida pública, num exemplo de nacionalização dos prejuízos, após terem sido privatizados os lucros. Os altos juros impostos ao financiamento dos nossos países não derivam de nenhuma dúvida sobre a nossa solvência, mas sim das manobras especulativas que as grandes corporações financeiras, em conivência com as agências de rating, realizam para se enriquecerem. Os cortes económicos vêm acompanhados de restrições às liberdades democráticas - entre elas, as medidas de controlo sobre a livre circulação dos europeus na UE e a expulsão das populações migrantes. Apenas os capitais especulativos têm as fronteiras abertas. Estamos submetidos a uma mentira colectiva.

A dívida privada é bem maior que a dívida pública e a crise deve-se a um processo de desindustrialização e de políticas irresponsáveis dos sucessivos governos e não a um povo que "vive acima das suas possibilidades" – o povo, esse, vê diariamente os seus direitos e património agredidos. Pelo contrário, o sector privado financeiro - maior beneficiário da especulação - em vez de lhe aplicarem medidas de austeridade, vê o seu regime de excepção erigido. As políticas de ajuste estrutural que se estão a implementar não nos vão tirar da crise – vão aprofundá-la. Arrastam-nos a uma situação limite que implica resgates aos bancos credores, resgates esses que são na realidade sequestros da nossa liberdade e dos nossos direitos, das nossas economias familiares e do nosso património público e comum. É preciso indignarmo-nos e revoltarmo-nos ante semelhantes abusos de poder.

Em Portugal, foi imposto como única saída o memorando da troika – têm-nos dito que os cortes, a austeridade e os novos impostos à população são sacrifícios necessários para fazer o país sair da crise e para fazer diminuir a dívida. Estão a mentir! A cada dia tomam novas medidas, cortam ou congelam salários, o desemprego dispara, as pessoas emigram. E a dívida não pára de aumentar, porque os novos empréstimos destinam-se a pagar os enormes juros aos credores – o déficit dos países do sul europeu torna-se o lucro dos bancos dos países ricos do norte. Destroem a nossa economia para vender a terra e os bens públicos a preço de saldo.

Não são os salários e as pensões os responsáveis pelo crescer da dívida. Os responsáveis são as transferências de capital público para o sector financeiro, a especulação bolsista e as grandes corporações e empresas que não pagam impostos. Precisamos de incentivos à criação de emprego e da subida do salário mínimo (em Portugal o salário mínimo são 485€, e desde 2006 duplicou o número de trabalhadores que ganham apenas o salário mínimo) para sairmos do ciclo recessivo.

Por isso, nós dizemos:
- retirem o memorando. vão embora. não queremos o governo do FMI e da troika!
- nacionalização da banca – com os planos de resgate, o estado tem pago à banca para especular
- abram as contas da dívida – queremos saber para onde foi o dinheiro
- não ao pagamento da dívida ilegítima. esta dívida não é nossa – não devemos nada, não vendemos nada, não vamos pagar nada!
- queremos ver redistribuídas radicalmente as riquezas e a política fiscal mudada, para fazer pagar mais a quem mais tem: aos banqueiros, ao capital e aos que não pagam impostos.
- queremos o controlo popular democrático sobre a economia e a produção.
- não queremos a privatização da água, nem os aumentos nos preços dos transportes públicos, nem o aumento do IVA na electricidade e no gás.
- queremos trabalho com direitos, zero precários na função pública (em Portugal o maior contratador de precários é o estado), a fiscalização efectiva do cumprimento das leis laborais e o aumento do salário mínimo.
- queremos ver assegurados gratuitamente e com qualidade os direitos fundamentais: saúde, educação, justiça.
- queremos o fim dos ajustes directos na administração pública e transparência nos concursos para admissão de pessoal, bem como nas obras e aquisições do estado.
- queremos mais democracia:
- queremos a eleição directa de todos os representantes cargos públicos, políticos e económicos: dos responsáveis pelo Banco de Portugal ao Banco Central Europeu, da Comissão Europeia ao Procurador Geral da República
- queremos mais transparência no processo democrático: que os partidos apresentem a eleições, não somente os programas mas também as equipas governativas propostas à votação.
- queremos mandatos revogáveis nos cargos públicos - os representantes são eleitos para cumprirem um programa, pelo que queremos que seja criada uma forma democrática para revogação de mandato em caso de incumprimento do mesmo programa;

Partilha esta informação, participa na divulgação do protesto. (http://15out-porto.blogspot.com/ - material de divulgação, discussão aberta dos vários manifestos do protesto internacional e espaço para registares as tuas próprias propostas e reivindicações). Vem para a rua fazer ouvir a tua voz. Dia 15, às 15h, na Batalha, no Porto.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Lido por aí... # 21



Quando se tem o engenho de Manuel António Pina, bastam quatro parágrafos certeiros para reduzir Medina Carreira à sua insignificância:






Viva a República!

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domingo, 2 de outubro de 2011

Ontem foi assim (130 mil manifestantes em Lisboa e 50 mil no Porto)

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Podem tentar intimidar-nos mas não conseguirão silenciar-nos

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Parece que a polícia e as secretas estão muito preocupadas com a agitação social.
Se a divulgação do "relatório confidencial", a que o Diário de Notícias teve acesso, tem como objectivo intimidar-nos ou desmobilizar-nos para a manifestação do próximo dia 15 de Outubro, bem podem tentar outra táctica.

Se, pelo contrário, o objectivo é meramente provocatório, então compete-nos demonstrar-lhes que a manifestação pacífica e a desobediência civil são mais eficazes do que a violência que alegadamente tentam evitar mas que dissimuladamente instigam.



(a notícia do Diário de Notícias pode ser lida, na íntegra, no Entre as brumas da memória)

We are the 99%

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A comunicação social finalmente descobriu que existe um movimento, iniciado em Nova Iorque e que rapidamente se está a alastrar a outras cidades dos Estados Unidos, que dificilmente poderá ser ignorado e silenciado.

Após 16 dias de protestos ininterruptos, foi necessário que 700 activistas fossem detidos para que os jornais e as televisões se dignassem a escrever algumas linhas e a divulgar algumas imagens do movimento Occupy Wall Street.

Habituem-se, os 99% vieram para ficar.




(imagem: Raina Dayne)

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