terça-feira, 31 de maio de 2011

O que PS, PSD e CDS te escondem e não querem discutir nesta campanha eleitoral # 4

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Lido por aí... # 15


Na recta final da campanha eleitoral e a escassos dias das eleições legislativas, vale mesmo a pena ler este texto de Manuel Esteves, publicado no Negócios Online, sobre a inutilidade do voto em branco: 

"O voto em branco não é como o algodão - engana"

O voto em branco ameaça virar moda. Como qualquer moda, é frágil, superficial e passageiro.
Mas como não gosto de modas, atiro-me ao desfile dos argumentos que pululam por aí:

1. "Não me identifico com nenhum partido". O voto em branco tem laivos de sectarismo. O eleitor não está disposto a aceitar um partido com o qual não se identifique em todas as vertentes e não perdoa os deslizes do passado. Por outro lado, por detrás do voto em branco está, muitas vezes, uma pretensa superioridade: "o meu voto é demasiado bom para ir para aquela gente".

2. "É uma forma de protesto contra a classe política medíocre". A classe política é uma construção nossa. Existe porque a maioria de nós abdicou da sua condição política, abandonando qualquer tipo de intervenção política e social, entregando aos políticos profissionais a tarefa de resolver os nossos problemas. Metemo-nos numa enorme alhada. E agora não só dizemos que a culpa é deles, como esperamos ingenuamente que, após uma chicotada de brancura, sejam eles a resolver o nosso problema.

3. "Serve para retirar legitimidade ao sistema". O voto em branco não tira nem dá nada precisamente porque vai vazio. O eleitor torna, de facto, o parlamento menos representativo, ao reduzir o número dos que escolhem os deputados da República. Mas ao mesmo tempo que tira representatividade aos escolhidos, reforça a sua impunidade na medida em que estes passam a depender de menos gente. Quanto menos legitimidade, melhor. Quanto pior, melhor. É um voto fraco, que não derruba nem elege ninguém.

4. "Quero ser independente dos partidos". O eleitor do voto em branco quer sentir-se puro e imaculado, para mais tarde poder dizer: "não tenho nada a ver com isto". Coloca-se à margem do problema como se o problema não fosse seu. Nosso. É bastante cómodo. Primeiro, não temos trabalho a escolher; e depois, não nos responsabilizamos pelas escolhas. É uma desistência. Decidam vocês que eu não sou capaz.

5. "O voto em branco é claro e transparente". Pelo contrário. É opaco. Não tem representantes, nem se sabe o que representa. Não vincula ninguém a nada. Quando o Parlamento tiver de votar a reforma da Segurança Social, a nacionalização de um banco ou a interrupção voluntária da gravidez, de que lado fica o voto em branco?

Enfim, sendo legítimo, o voto em branco imagina-se puritano. Recatado, gosta de se ver ao espelho. Vive bem com Deus e com o Diabo e, quando se chateia, o mais que diz é: "agarrem-me, se não eu desgraço-me". Acontece que de tão branco que é, torna-se maçador. Falta-lhe cor. Movimento. Dor.

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"Bê-á-bá da renegociação" - o que PS, PSD e CDS te escondem e não querem discutir nesta campanha eleitoral # 3

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Uma proposta por dia (para acabar de vez com o discurso das inevitabilidades) # 15

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UMA POLÍTICA PARA A CULTURA
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Quando caem as máscaras, os filhos da mãe revelam-se em toda a sua plenitude...

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Uma proposta por dia (para acabar de vez com o discurso das inevitabilidades) # 14

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domingo, 29 de maio de 2011

A velha arte da manipulação da realidade

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Uma das escribas do blogue Jugular resolveu, através de uma foto, emitir o seu statement sobre a acampada do Rossio.
Ignorando tudo o que por lá se tem passado, a autora do post reduz a realidade a um fragmento tendencioso, falso e intencionalmente manipulador.

Deduzimos que a autora da foto, secundada pelos seus comparsas de blogue, se sinta perfeitamente confortável, estabelecida  e socialmente reconhecida nesta democracia representativa. Deduzimos também que o seu conceito de democracia remonte à antiguidade grega, onde tudo se encontrava socialmente ordenado, organizado e limpo, graças ao trabalho escravo dos que não contavam para a "democracia". 

Acontece que os escravos da Grécia Antiga continuam a existir hoje em dia, sob muitas outras formas e denominações sociais, sem que isso cause qualquer incómodo ou sobressalto a quem se entretém a manipular a realidade com evidente e óbvia má-fé.
Acontece também que os "novos escravos" por vezes revoltam-se, reúnem-se para discutir ideias (mesmo que imperfeitas), juntam-se para protestar e reivindicar, dispõem-se a sair à rua, mobilizam-se e disponibilizam-se para ocupar o espaço público.
A escriba da Jugular, exemplar perfeito desta gente que se diz de esquerda e que,  sem saber muito bem porquê, nunca desfilou no 25 de Abril (confessa a autora em pose ingénua), tem na realidade um problema com o espontâneo, o imperfeito, o colectivo... Tem, no fundo, um problema com a rua e o povo.

E como o assunto não merece muito mais dispêndio de tempo, ficamo-nos por um pequeno vídeo que demonstra como a velha arte da manipulação da realidade tem raízes profundas ali para o Largo do Rato, local onde os escribas da Jugular encontram certamente a sua "democracia verdadeira": 
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"Retratos das Gerações à Rasca" # 3

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"Debtocracy", um documentário imprescindível (legendado em português)

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Pela sua importância, e uma vez que existe finalmente uma versão legendada em português, voltamos a divulgar o documentário "Debtocracy".



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O que PS, PSD e CDS te escondem e não querem discutir nesta campanha eleitoral # 2

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A primeira semana de campanha eleitoral confirmou que os partidos da troika não desejam, nem querem, abordar as verdadeiras propostas que têm para o país.
As medidas com que PS, PSD e CDS se comprometeram, assinando o memorando de entendimento, mantêm-se ausentes e estrategicamente ocultas nas acções de campanha desenvolvidas por estes três partidos.

Os pequenos casos e incidentes de campanha, a vozearia estridente, os discursos inflamados até à rouquidão, as acções de rua encenadas em que se fingem multidões onde elas não existem, têm sido o sustentáculo deste vácuo, desta ausência de debate político em torno das questões realmente decisivas para o nosso futuro.

Sobre o desemprego e o seu previsível aumento, nem uma palavra.
Sobre a redução da duração máxima do subsídio de desemprego, nem uma palavra.
Sobre o congelamento/redução de salários e pensões, nem uma palavra.
Sobre o aumento de impostos, nem uma palavra.
Sobre a revisão da legislação laboral e do Código do Trabalho, com vista à facilitação do despedimento, nem uma palavra.
Sobre a flexibilização dos horários de trabalho e a redução da retribuição pela prestação de trabalho suplementar (horas extra), nem uma palavra.
Sobre o plano de privatizações nas áreas dos transportes (Aeroportos de Portugal, TAP e CP), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (CTT) e parte da Caixa Geral de Depósitos (Caixa Seguros), nem uma palavra.
Sobre a redução de custos na área de educação e a subsequente destruição da Escola Pública, tendo em vista a poupança de 195 milhões de euros, nem uma palavra.
Sobre o aumento das taxas moderadoras e o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, reduzindo a despesa nesta área em 550 milhões de euros, nem uma palavra.
Sobre o aumento das tarifas e a liberalização dos mercados da electricidade e do gás, nem uma palavra.

Estes são apenas alguns exemplos das medidas que PS, PSD e CDS irão implementar caso venham a integrar o futuro Governo. Todos estas medidas fazem parte do memorando da troika, ou seja, todas elas são o verdadeiro compromisso eleitoral dos partidos do "arco da austeridade".
O resto, o que têm andado a esgrimir durante a última semana, é apenas espectáculo mediático e "cortina de fumo" para esconder aos eleitores o que verdadeiramente lhes reservaram para o futuro.

Por tudo isto, urge que a esquerda rompa o silêncio sobre o que verdadeiramente se decide no próximo dia 05 de Junho.
Compete à esquerda, nesta última semana de campanha eleitoral, rejeitar o discurso da inevitabilidade, esclarecer e informar, contrariar a chantagem do apelo ao "voto útil", afirmar e demonstrar a existência de alternativas.

Temos uma semana para o fazer, vamos a isto?


(imagem: Banksy)

sábado, 28 de maio de 2011

"Bê-á-bá do centrão" - o que PS, PSD e CDS te escondem e não querem discutir nesta campanha eleitoral # 1

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Uma proposta por dia (para acabar de vez com o discurso das inevitabilidades) # 13

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Memórias Afectivas VII

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Gil Scott-Heron (01 de Abril de 1949 - 27 de Maio de 2011)



Há exactamente uma semana recordávamos a eterna actualidade de "The Revolution Will Not Be Televised".
Hoje, dia em que nos chega a notícia do falecimento do seu autor, voltamos a evocar o legado do poeta-músico-activista Gil Scott-Heron
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"The Klan" - Gil Scott-Heron

Countryside was cold and still
There were three crosses on the hill
Each one wore a burning hood
To hide its rotten core of wood
And I say father, father I hear an iron sound
Hoof beats on the frozen ground
And downhill the riders came
Lord it was a cryin' shame
To see the blood upon their whips
To hear the snarlin' from their lips
And I cried mother, mother I feel a stabbing pain
Blood runs down like summers rain
And each one wore a mask of white
To hide his cruel face from sight
And each one sucked a hungry breath
Out of the empty lungs of death
And I say sister, sister, I need you to take my hand
It's always lonely when it's time to stand
He who rides with the klan
Is a devil and not a man
For underneath his white disguise
I have looked into his eyes
And I say brother, brother, stand by me
It's not so easy to be free
Father, mother, sister, brother, stand by me
It's not so easy to be free
It's not so easy to be free
It's not so easy to be free
Nobody ever said it would be easy
Nobody ever said it would be easy
It's not so easy, no it's not so easy


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Hoje

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Um empréstimo não é uma ajuda - Petição pelo rigor na cobertura mediática do acordo com a "troika"

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Sabemos, pelos programas dos partidos que concorrem a eleições, que existem diferentes abordagens, interpretações e propostas de solução no que concerne ao problema da dívida da República Portuguesa. São estas perspectivas que estarão sob escrutínio dos eleitores no dia 5 de Junho. Ao assumir acriticamente a ideia de "ajuda externa", a comunicação social interfere no processo plural de debate de ideias, contribuindo para que a ideologia se sobreponha à democracia. É por isso inaceitável que o acordo da "troika" receba o rótulo de "ajuda", tornando-se por isso urgente que os diferentes órgãos de comunicação social se lhe refiram em termos mais rigorosos, isentos e correctos de um ponto de vista da linguagem económica, recorrendo por exemplo às expressões de "crédito", "empréstimo" ou "intervenção externa".

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Achas mesmo que as consequências desta "ajuda externa" serão diferentes por cá?

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Agora já não tens desculpa para não leres o que a troika, o PS, o PSD e o CDS te reservaram para os próximos anos (# 2)

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Ao contrário do que Sócrates afirmou num debate televisivo, apenas agora foi disponibilizada a tradução oficial do memorando de entendimento que PS, PSD e CDS firmaram com a troika.

O documento mais bem escondido da pré-campanha eleitoral, apesar da meritória tradução efectuada pelo blogue Aventar, merece uma leitura atenta de todos.

Se pretendes conhecer o verdadeiro programa do PS, do PSD e do CDS  convém que leias estas 35 páginas. Aqui está tudo aquilo que José Sócrates, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas te irão oferecer nos próximos anos...

No dia 05 de Junho, a escolha é tua.



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Yes we camp!

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Apesar do silenciamento promovido por muitos órgãos de comunicação social, ou das incorrecções com que alguns descrevem o que se tem passado no Rossio, a Acampada continua por tempo indeterminado na baixa lisboeta.

Quem não tiver possibilidade de se deslocar ao Rossio pode ir acompanhando os desenvolvimentos no blogue da Acampada Lisboa.

domingo, 22 de maio de 2011

1º Manifesto do Rossio

 

1º Manifesto do Rossio

Os manifestantes, reunidos na Praça do Rossio, conscientes de que esta é uma acção em marcha e de resistência, acordaram declarar o seguinte:

Nós, cidadãos e cidadãs, mulheres e homens, trabalhadores, trabalhadoras, migrantes, estudantes, pessoas desempregadas, reformadas, unidas pela indignação perante a situação política e social sufocante que nos recusamos a aceitar como inevitável, ocupámos as nossas ruas. Juntamo-nos assim àqueles que pelo mundo fora lutam hoje pelos seus direitos frente à opressão constante do sistema económico-financeiro vigente.

De Reiquiavique ao Cairo, de Wisconsin a Madrid, uma onda popular varre o mundo. Sobre ela, o silêncio e a desinformação da comunicação social, que não questiona as injustiças permanentes em todos os países, mas apenas proclama serem inevitáveis a austeridade, o fim dos direitos, o funeral da democracia.

A democracia real não existirá enquanto o mundo for gerido por uma ditadura financeira. O resgate assinado nas nossas costas com o FMI e UE sequestrou a democracia e as nossas vidas. Nos países em que intervém por todo o mundo, o FMI leva a quedas brutais da esperança média de vida. O FMI mata! Só podemos rejeitá-lo. Rejeitamos que nos cortem salários, pensões e apoios, enquanto os culpados desta crise são poupados e recapitalizados. Porque é que temos de escolher viver entre desemprego e precariedade? Porque é que nos querem tirar os serviços públicos, roubando-nos, através de privatizações, aquilo que pagámos a vida toda? Respondemos que não. Defendemos a retirada do plano da troika. A exemplo de outros países pelo mundo fora, como a Islândia, não aceitaremos hipotecar o presente e o futuro por uma dívida que não é nossa.

Recusamos aceitar o roubo de horizontes para o nosso futuro. Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Estamos a fazê-lo, hoje, nas assembleias populares reunidas. Apelamos a todas as pessoas que se juntem, nas ruas, nas praças, em cada esquina, sob a sombra de cada estátua, para que, unidas e unidos, possamos mudar de vez as regras viciadas deste jogo.

Isto é só o início. As ruas são nossas.
 

Amanhã, pelas 19:00h, haverá uma nova Assembleia Popular na Acampada Lisboa (Rossio).
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"Retratos das Gerações à Rasca" # 1

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Uma proposta por dia (para acabar de vez com o discurso das inevitabilidades) # 11

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sábado, 21 de maio de 2011

The Revolution Will Not Be Televised



Perante a censura informativa que os canais televisivos portugueses têm aplicado aos protestos que estão a ocorrer em Espanha e em muitos outros locais do mundoincluindo Portugal, não podíamos deixar de recuperar as palavras sábias de Gil Scott-Heron.

Quarenta anos depois, "The Revolution Will Not Be Televised" continua a fazer todo o sentido...
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Uma proposta por dia (para acabar de vez com o discurso das inevitabilidades) # 10

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"Madrid será la tumba del neoliberalismo. ¡No pasarán!" *

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* texto de uma das faixas colocadas pelos manifestantes na Puerta del Sol, em Madrid

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A cantiga é uma arma (contra a caridadezinha do CDS) # 8


Depois do debate de ontem, entre Francisco Louçã e Paulo Portas, ficámos com uma imensa vontade de dedicar esta música ao CDS...




"Vamos brincar à caridadezinha" - José Barata Moura

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

A senhora de não sei quem
Que é de todos e de mais alguém
Passa a tarde descansada
Mastigando a torrada
Com muita pena do pobre
Coitada

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

Neste mundo de instituição
Cataloga-se até o coração
Paga botas e merenda
Rouba muito mas dá prenda
E ao peito terá
Uma comenda

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

O pobre no seu penar
Habitua-se a rastejar
E no campo ou na cidade
Faz da sua infelicidade
Alvo para os desportistas
Da caridade

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

E nós que queremos ser irmãos
Mas nunca sujamos as mãos
É uma vida decente
Não passeio ou aguardente
O que é justo
E há-que dar a toda a gente

Não vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta é falsa intençãozinha
Não vamos brincar à caridadezinha
Não vamos brincar à caridadezinha
Não vamos brincar à caridadezinha




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No dia 05 de Junho não vás em cantigas, vira à esquerda (# 4)

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tirem as vossas próprias conclusões

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Alguns dos mais interessantes momentos televisivos das últimas semanas têm sido protagonizados pelos "comentadores-especialistas" que se dedicam à análise dos debates entre os líderes dos cinco principais partidos.

Num qualquer estúdio de televisão, juntam-se dois ou três exemplares de "comentador-especialista" e procede-se a uma suposta análise do debate que acabou de ocorrer. Cada "comentador-especialista" emite o seu avalizado juízo sobre o debate, regra geral sem qualquer correspondência com aquilo que o "espectador-indiferenciado" acabou de assistir.

O "comentador-especialista" tem sempre muitas certezas, fazendo questão de as afirmar de forma peremptória. Na opinião de "comentador-especialista", por exemplo, o "espectador-indiferenciado" nem sabe/percebe muito bem o que é isso da reestruturação da dívida e, como tal, não interessa nada discutir esse assunto.

Os diversos "comentadores-especialistas" são indiferenciáveis entre si. Partilham as mesmas opiniões, a mesma ideologia (que parte sempre do centro, em progressão acelerada para a direita) e a mesma abordagem diletante-distendida que supostamente deve revestir os "vencedores sociais".

No entanto, na passada terça-feira, o "comentador-especialista" sofreu um sobressalto e um embaraço inexplicável tomou de assalto a sua habitual bonomia:
Como comentar o debate protagonizado por Francisco Louçã e Pedro Passos Coelho?
Como convencer o "espectador-indiferenciado" de que Pedro Passos Coelho tinha tido um excelente desempenho?
Como debitar, sem cair no ridículo, as notas escritas antes do início do debate ?

Nós, meros "espectadores-indiferenciados" que dispensam a oculta agenda ideológica, e muitas vezes partidária, dos "comentadores-especialistas", deixamos-vos tirar as vossas próprias conclusões...
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Em directo da Puerta del Sol (Madrid)

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Emissão em directo da Puerta del Sol (Madrid)
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quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Manifiesto Plural"



Reproduzimos aqui, na íntegra e sem tradução, o Manifesto redigido na madrugada de 18 de Maio pelos manifestantes da Puerta del Sol, em Madrid:


Puntos de acuerdo del manifiesto plural redactado durante la madrugada del 18 de mayo en la Puerta del Sol

Los reunidos en la Puerta del Sol, conscientes de que esto es una acción en marcha y de resistencia, han acordado manifestar lo siguiente:

1. Después de muchos años de apatía, un grupo de ciudadanos de diferentes edades y extracciones sociales (estudiantes, profesores, bibliotecarios, parados, trabajadores...), CABREADOS con su falta de representación y las traiciones que se llevan a cabo en nombre de la democracia, se han reunido en la puerta del Sol en torno a la idea de Democracia Real.

2. La Democracia Real se opone al descrédito paulatino de las instituciones que dicen representar a los ciudadanos, convertidas en meros agentes de administración y gestión, al servicio de las fuerzas del poder financiero internacional.

3. La democracia que se promueve desde los corruptos aparatos burocráticos es simplemente un conjunto de prácticas electorales inocuas, donde los ciudadanos tienen una participación nula.

4. El descrédito de la política ha traído consigo un secuestro de las palabras por parte de quienes detentan el poder. Debemos recuperar las palabras, resignificarlas para que no se manipule con el lenguaje y se deje a la ciudadanía indefensa e incapaz de una acción cohesionada.

5. Los ejemplos de manipulación y secuestro del lenguaje son numerosos y constituyen una herramienta de control y desinformación.

6. Democracia Real significa poner nombres propios a la infamia que vivimos: Fondo Monetario Internacional, Banco Central Europeo, OTAN, Unión Europea, las agencias calificadoras de riesgo como Moody’s y Standard and Poor’s, Partido Popular, PSOE, pero hay muchos más y nuestra obligación es nombrarlos.

7. Es preciso construir un discurso político capaz de crear un nuevo tejido social, sistemáticamente vulnerado por años de mentiras y corrupción. Los ciudadanos hemos perdido el respeto a los partidos políticos mayoritarios, pero ello no equivale a perder nuestro sentido crítico. Antes bien, no tememos a la POLÍTICA. Tomar la palabra es POLÍTICA. Buscar alternativas de participación ciudadana es POLÍTICA.

8. Una de nuestras premisas principales es una Reforma de la Ley electoral que devuelva a la Democracia su verdadero sentido: un gobierno de los ciudadanos. Una democracia participativa. Y a su vez, exigimos un código deontológico para los políticos que asegure las buenas prácticas.

9. Hacemos hincapié en que los ciudadanos aquí reunidos conformamos un movimiento TRANSGENERACIONAL porque pertenecemos a diversas generaciones condenadas a una pérdida intolerable de participación en las decisiones políticas que conforman su vida diaria y su futuro.

10. No llamamos a la abstención, exigimos que nuestro voto tenga una influencia real en nuestra vida.

11. Hoy no estamos aquí para reclamar sencillamente el acceso a hipotecas o para protestar por las insuficiencias del mercado laboral. ESTO ES UN ACONTECIMIENTO. Y como tal, un suceso capaz de dotar de nuevos sentidos a nuestras acciones y discursos. Esto nace de la RABIA. Pero nuestra RABIA es imaginación, fuerza, poder ciudadano.

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Mandemo-los à Merkel!


As frases acima transcritas, proferidas ontem por Angela Merkel, revelam toda uma agenda ideológica xenófona e nacionalista que conduzirá a União Europeia para o abismo
O projecto de "desconstrução europeia", protagonizado por Merkel e por toda a direita europeia (incluindo a portuguesa), mais não é do que um ataque concertado e sistemático aos direitos dos trabalhadores e ao Estado Social.
A chanceler alemã exige que se punam os "infractores", preferencialmente de forma exemplar. Os restantes líderes europeus secundam, a banca e o patronato aplaudem.

Como não poderia deixar de ser, António Saraiva,  presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), apressou-se a considerar que é "natural" que Angela Merkel profira estas afirmações. Há que reduzir o período de férias para diminuir o custo unitário do trabalho e aumentar a competitividade, acrescenta o presidente da CIP...

Este é o momento de enfrentarmos Merkel, António Saraiva e todos os protagonistas europeus que nos têm imposto esta via de sentido único que nos conduziu até aqui.

Em Madrid e em Barcelona a luta faz-se neste exacto momento. 
Sigamos-lhes o exemplo.

 
(imagem retirada de oblogouavida)
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Uma proposta por dia (para acabar de vez com o discurso das inevitabilidades) # 9

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Reviralhos Sound System # 25



Tom Waits - "Downtown Train" (1985)




Nick Cave and The Bad Seeds - "Red Right Hand" (1994)

 


Tindersticks (with Carla Torgerson) - "Travelling Light" (1995)




Camané - "Sei de um Rio" (2008)

 


The National - "Bloodbuzz Ohio" (2010)


E Sócrates patinou, patinou, patinou...

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O debate de ontem, entre Francisco Louçã e José Sócrates, deixou claro que o programa do PS, tal como o do PSD, mais não é do que o conjunto de medidas impostas pela troika.

A carta que Francisco Louça trouxe para o debate, onde o Governo se compromete perante o FMI a  reduzir a Taxa Social Única (com consequente aumento da taxa do IVA), expôs tudo aquilo que Sócrates se tem furtado a revelar: um programa eleitoral que mente pela omissão.

Deste debate ficará também, para memória futura, a questão da necessidade de renegociação da dívida
A seu tempo saberemos quem tinha razão em defendê-la desde já...
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Uma proposta por dia (para acabar de vez com o discurso das inevitabilidades) # 8

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Não nos falem de austeridade, falem-nos de dignidade

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As políticas públicas de promoção de emprego têm-se pautado por um constante esvaziamento de funções e de serviços. Os Centros de Emprego deveriam e poderiam ser interfaces fundamentais entre as pessoas sem emprego e as entidades empregadoras. Deveriam ser um serviço público de qualidade, eliminando os intermediários agiotas, que são as Empresas de Trabalho Temporário, e permitindo real aconselhamento profissional e formativo, para um correcto encaminhamento para o emprego. Os Centros vêm sendo sucessivamente enfraquecidos, os seus técnicos e conselheiros de orientação profissional colocados em funções de fiscalização e monitorização de inscritos, o que em tudo se afasta das funções de um Centro de Emprego.

Actualmente, num Centro de Emprego não se encontra emprego. Encontram-se fiscalizações sucessivas, propostas formativas muitas vezes desajustadas, encontra-se trabalho quase gratuito através dos contratos de emprego-inserção, encontram-se ameaças constantes de cortes nos subsídios. Mas não se encontra emprego.

Somos pessoas livres e não aceitamos viver com o termo de identidade e residência que nos é imposto pelas apresentações quinzenais.

Denunciamos a mentira que constitui a procura activa de emprego, porque, apesar de o procurarmos, sabemos que ele nos é recusado ou porque somos novos demais ou velhos demais, com qualificações a menos ou a mais, porque somos mulheres ou temos filhos.

Rejeitamos a coacção de comprovar a procura activa de emprego com carimbos, que temos que mendigar junto de empresas que sabemos que não nos vão contratar, e que muitas vezes exigem dinheiro em troca.

Não aceitamos o escândalo silencioso dos Contratos de Emprego Inserção (CEI) e dos Contratos de Emprego Inserção+ (CEI+), que obrigam a trabalhar quase gratuitamente quer para instituições públicas quer para instituições privadas (IPSS). A propagação dos CEI e CEI+ tem vindo a destruir o valor do trabalho e diversas carreiras profissionais, como é o caso, por exemplo, da dos Auxiliares de Acção Educativa.

Consideramos que a educação e qualificação profissionais são um direito e não algo que se possa impor indiscriminadamente a todas as pessoas com habilitações inferiores ao 12º ano de escolaridade inscritas no Centro de Emprego, obrigando-as a frequentar formações ou processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, muitas vezes desajustados das necessidades, possibilidades ou competências.

Denunciamos, rejeitamos e exigimos alternativas a esta farsa em que se tornaram as políticas públicas de emprego em Portugal.

Exigimos dignidade. Exigimos que os Centros de Emprego sejam aquilo que o seu nome anuncia: locais que centralizam as ofertas de trabalho, onde os processos de selecção são efectuados por conselheiros de orientação profissional, públicos e qualificados, onde o cumprimento da legislação laboral impera, onde podemos encontrar apoio para a construção de um projecto de emprego e formação.

Não aceitamos que sejam locais onde somos ameaçados, vigiados e fiscalizados como se não ter emprego fosse um crime que nos devesse ser imputado.

Neste país há 700 mil trabalhadores sem trabalho e que querem trabalhar. Confundir a excepção com a regra é, deliberadamente, querer imputar a responsabilidade de não ter trabalho a quem o perdeu ou a quem o procura. Não aceitamos a mentira e exigimos respeito.

NÃO NOS FALEM DE AUSTERIDADE, FALEM-NOS DE DIGNIDADE.

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domingo, 15 de maio de 2011

No dia 05 de Junho não vás em cantigas, vira à esquerda (# 3)

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Dia da Nakba

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Para mais informações sobre a "Nakba" e a situação dos refugiados palestinianos, sugerimos que acedam ao site do IMEU - Institute for Middle East Understanding.

Lido por aí... # 14


Sobre a necessidade de reestruturação da dívida, vale a pela ler o texto "Reestruturação, jamais?", de José M. Castro Caldas, publicado ontem no Ladrões de Bicicletas:

É claro que soluções para as periferias europeias, e portanto para a crise da Eurozona, são medidas como a emissão de obrigações europeias ou recompra da dívida pelo FEEF. A reestruturação da dívida é o que irá acontecer se decisões desse tipo não forem tomadas a tempo, e é preciso prepararmo-nos para a eventualidade delas não serem tomadas de todo.

Não se compreende portanto que alguém, fingindo-se muito indignado, possa dizer alto e bom som - “reestruturação jamais” - sem corar de vergonha. Se uma coisa é certa - e acerca dela nem sequer há divergências entre economistas de esquerda e de direita - é que com estas perspectivas de recessão e estas taxas de juro, a dívida das periferias não é pagável. É matemático: a dívida explodiria.

O que não se compreende também é que se oculte que a reestruturação, com “cortes de cabelo” e tudo, está prevista nas resoluções do Concelho Europeu para depois de 2013 e já aconteceu de facto na Grécia quando as taxas de juro e as maturidades dos empréstimos FEEF/FMI foram revistas.

Na realidade, o que se passa é que alguém anda a querer ganhar tempo. Tempo para quê? Talvez para limpar dos balanços dos bancos o lixo tóxico (títulos de dívida pública e privada grega, irlandesa e portuguesa). Alguém anda a querer "repatriar" a dívida para que o “corte de cabelo” quando vier não o afecte. O tempo que esse alguém anda ganhar, para nós é tempo perdido. O que estão á espera para articular posições com a Grécia, a Irlanda e a Espanha (e outras vozes razoaveis na UE)? Ainda acham que podemos ser contaminados por algum virus mediterranico?

É por isso que me parece absolutamente irresponsável um dirigente político dizer - “reestruturação jamais” – e fazer disso bandeira de campanha eleitoral, ao mesmo tempo que aceita o prato de veneno que lhe põem à frente e ainda por cima lhe chama um figo. Parvos somos nós?

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sábado, 14 de maio de 2011

A mobilização vale sempre a pena

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Graças à condenação internacional e aos milhões de signatários das diversas petições internacionais lançadas nos últimos dias, a "Carta Anti-Homossexualidade" acabou por não ser votada no parlamento do Uganda.

Apesar da mobilização global ter mais uma vez demonstrado que é possível fazer frente ao ódio e à homofobia, em prol dos direitos humanos, os promotores do projecto-lei ainda não desistiram da sua discussão/aprovação no parlamento ugandês.

Assim, voltamos a apelar ao envolvimento de todos, através da assinatura das petições da Avaaz (que conta já com mais de um milhão e meio de assinaturas) ou da All Out (que já ultrapassou o meio milhão de subscritores).
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Uma magnífica "arma de distribuição maciça"

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A Gui Castro Felga, autora do oblogouavida e a quem já "roubámos" várias imagens para este blogue, criou uma fantástica série de desenhos para a campanha eleitoral do Bloco de Esquerda.

A totalidade dos desenhos concebidos para a brochura/panfleto do Bloco de Esquerda pode ser vista no oblogouavida.
  

(para melhor visualização, clicar na imagem)

Comunicado dos Precários Inflexíveis sobre a proposta do PSD para acabar com os contratos de trabalho sem termo

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Na íntegra, o comunicado de imprensa dos  Precários Inflexíveis sobre a proposta do PSD para acabar com os contratos de trabalho sem termo:

O líder do PSD anunciou ontem numa acção da campanha eleitoral que o PSD pretende acabar com os contratos sem termo e que isso seria a melhor maneira de acabar com situações de precariedade como os falsos recibos verdes. Acusou ainda os trabalhadores com direitos, com contratos efectivos, de não deixarem que os outros trabalhadores (os precários) tenham outros tipos de contrato. É uma afirmação infeliz e acusatória que procura colocar em confronto todas as pessoas quem vivem do seu trabalho. No seu programa, o PSD propõe regulamentar para "a existência legal de um só tipo de contrato" mas apenas afirma querer "acabar tendencialmente com os contratos a termo". Lamentamos encontrar no programa do PSD apenas meias palavras que parecem esconder a proposta agora assumida por Passos Coelho: o PSD propõe a existência de um só tipo de contrato com facilidade de despedimento em qualquer momento e progressivamente acabar com o tipo de contrato que ainda garante alguns direitos aos trabalhadores. A proposta do PSD seria inicialmente para os “jovens e para os desempregados”, ou seja os contratos sem termo só deixariam de existir para os novos contratos.

Os Precários Inflexíveis estão inequivocamente contra esta proposta. Os contratos de trabalho sem termo decorrem da natureza das próprias relações laborais e protegem, como deve sempre acontecer, a parte mais fraca de qualquer relação laboral: o trabalhador. Lembramos que os números do INE comprovam que no 3.º trimestre de 2010 havia 745.100 trabalhadores com contrato a prazo contra 688.800 um ano antes, e que, simultaneamente, estão a diminuir os contratados sem termo (efectivos). Paralelamente, os dados do IEFP mostram que o "fim de trabalho não permanente" (ou seja, o trabalho a termo) continua a ser a principal causa de desemprego e o Eurostat, usando dados relativos ao 2.º trimestre de 2010, identifica um milhão de precários em Portugal. Ou seja, o desemprego aumenta a precariedade e a precariedade aumenta o desemprego: os números comprovam-no.

Os contratos sem termo existem porque a maioria das funções, na maioria das empresas, requer uma aprendizagem para o seu desempenho e porque não se trata de uma necessidade temporária da empresa. Aquando da assinatura de um contrato sem termo o trabalhador compromete-se a adquirir o capital humano específico para aquela função e o patrão a respeitar essa valorização. Terminar com o contrato sem termo não é uma adaptação às condições da economia ou das empresas: é simplesmente uma forma de tirar direitos e aumentar o clima de chantagem crescente em que ocorrem as relações laborais.

A precariedade tem enormes custos sociais, mas também acarreta enormes custos económicos por perda de produtividade: mais desemprego, menos contribuições sociais da parte das empresas e trabalhadores, mais pobreza, menos produção.

Para além disso, o argumento de que tal mudança significaria uma diminuição dos falsos recibos verdes é enganoso e mentiroso. O aumento da precariedade, verificado nos últimos 20 anos e mais fortemente desde a introdução dos Códigos do Trabalho Bagão Felix (PSD/CDS) e Vieira da Silva (PS), não conseguiu estancar o aumento brutal dos falsos recibos verdes e do desemprego. Não há truque que possa esconder o óbvio: quanto mais condições para a precariedade, mais precariedade.

Claramente o PSD não entendeu a manifestação de dia 12 de Março e pretende agora esquecer que mais de 400 mil pessoas saíram à rua contra a precariedade laboral. Estas pessoas manifestaram-se contra os falsos recibos verdes, mas também contra os contratos a prazo para funções permanentes, contra os estágios sem regras, contra o trabalho informal e em defesa de trabalho e emprego com direitos.

A posição dos Precários Inflexíveis a esta proposta do PSD é clara. Recusamos esta via de degradação das condições para trabalhar e viver. E temos propostas concretas: em conjunto com o M12M, o Ferve e os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual, propomos uma Lei Contra a Precariedade, que ataca e procura soluções para as 3 mais brutais formas de precariedade: os falsos recibos verdes, os contratos a prazo para funções permanentes e o trabalho temporário. Mais de 35 mil pessoas estão a ser convocadas a assinar esta Iniciativa Legislativa de Cidadãos, numa mobilização que prova que existem alternativas à precariedade.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Uma proposta por dia (para acabar de vez com o discurso das inevitabilidades) # 7

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SALVAR O SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE


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Parece que continua censurada ali para os lados da Rádio Renascença

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E Sócrates patinou, patinou, patinou...

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O debate de ontem, entre Francisco Louçã e José Sócrates, deixou claro que o programa do PS, tal como o do PSD e o do CDS, mais não é do que o conjunto de medidas impostas pela troika.

A carta que Francisco Louça trouxe para o debate, onde o Governo se compromete perante o FMI a  reduzir a Taxa Social Única (com consequente descapitalização da Segurança Social e aumento da taxa do IVA), expôs tudo aquilo que Sócrates se tem furtado a revelar: um programa eleitoral que mente pela omissão.

Deste debate ficará também, para memória futura, a questão relativa à necessidade de se proceder à renegociação da dívida
A seu tempo saberemos quem tinha razão em defendê-la desde já...
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Agora já não tens desculpa para não leres o que a troika, o PS, o PSD e o CDS te reservaram para os próximos anos

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Graças aos autores do blogue Aventar, a quem desde já agradecemos a iniciativa, o memorando da troika encontra-se integralmente traduzido para português - a tradução pode ser lida/descarregada aqui.

Agora já não tens desculpa para não leres/conheceres o que a troika, o PS, o PSD e o CDS te reservaram para os próximos anos.

Petição contra a aprovação da lei que prevê a pena de morte para homossexuais no Uganda

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A Avaaz tem em curso uma campanha contra a aprovação, pelo parlamento ugandês, da designada "Carta Anti-Homossexualidade", que prevê, entre outras medidas, a pena de morte para homossexuais.

A petição pode ser lida e assinada no site da Avaaz, onde também existem várias formas de proceder à sua divulgação.

Não lhes damos 12 mil milhões de euros!

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Se um agiota incomoda muita gente...


... cinco agiotas incomodam muito mais



Entre nós e as imagens # 9

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