quinta-feira, 19 de maio de 2011

Tirem as vossas próprias conclusões

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Alguns dos mais interessantes momentos televisivos das últimas semanas têm sido protagonizados pelos "comentadores-especialistas" que se dedicam à análise dos debates entre os líderes dos cinco principais partidos.

Num qualquer estúdio de televisão, juntam-se dois ou três exemplares de "comentador-especialista" e procede-se a uma suposta análise do debate que acabou de ocorrer. Cada "comentador-especialista" emite o seu avalizado juízo sobre o debate, regra geral sem qualquer correspondência com aquilo que o "espectador-indiferenciado" acabou de assistir.

O "comentador-especialista" tem sempre muitas certezas, fazendo questão de as afirmar de forma peremptória. Na opinião de "comentador-especialista", por exemplo, o "espectador-indiferenciado" nem sabe/percebe muito bem o que é isso da reestruturação da dívida e, como tal, não interessa nada discutir esse assunto.

Os diversos "comentadores-especialistas" são indiferenciáveis entre si. Partilham as mesmas opiniões, a mesma ideologia (que parte sempre do centro, em progressão acelerada para a direita) e a mesma abordagem diletante-distendida que supostamente deve revestir os "vencedores sociais".

No entanto, na passada terça-feira, o "comentador-especialista" sofreu um sobressalto e um embaraço inexplicável tomou de assalto a sua habitual bonomia:
Como comentar o debate protagonizado por Francisco Louçã e Pedro Passos Coelho?
Como convencer o "espectador-indiferenciado" de que Pedro Passos Coelho tinha tido um excelente desempenho?
Como debitar, sem cair no ridículo, as notas escritas antes do início do debate ?

Nós, meros "espectadores-indiferenciados" que dispensam a oculta agenda ideológica, e muitas vezes partidária, dos "comentadores-especialistas", deixamos-vos tirar as vossas próprias conclusões...
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