segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A quantos mais stress tests nos pensam ainda submeter?


Teixeira dos Santos

José Sócrates

"Feminismos - Percursos e Desafios (1947-2007)", de Manuela Tavares


O livro de Manuela Tavares, "Feminismos - Percursos e Desafios (1947-2007)",  será apresentado no dia 15 de Março, pelas 18h30, na Livraria Ler Devagar, em Lisboa.

O Público publicou hoje uma entrevista com a autora, cuja leitura também aconselhamos.


Memórias Afectivas V

(25 de Outubro de 1931 - 28 de Fevereiro de 2011)


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Lido por aí... # 10


"Europa y la revolución", editorial da edição de 23 de Fevereiro do jornal El País (tradução retirada daqui): 

Esta não é a Europa que a revolução em curso no Magrebe e no Médio Oriente requer. Ao silêncio e à paralisia com que foram acolhidas as manifestações que puseram termo às ditaduras de Ben Ali e de Mubarak, na Tunísia e no Egito, vem agora somar-se o comedimento da reação contra o massacre perpetrado pelo ditador líbio Muammar Kadhafi. Quando um tirano lança tanques e aviões contra os cidadãos que exigem a sua saída, e entre os quais os mortos se contam em centenas, é simplesmente vergonhoso falar de contenção no uso da força.

Os crimes dos últimos dias não foram os primeiros cometidos por Kadhafi mas, sim, os que perpetrou da maneira mais impudica. Perante eles, a Europa mostrou-se mais preocupada com a maneira de manter os líbios encarcerados dentro das suas fronteiras do que em apoiar cidadãos que tomaram a palavra e que apostam a vida para combater uma velha tirania.

Perante esta exibição de barbarismo, de nada vale a prudência do comunicado emitido pela Alta Representante para a Política Externa, Catherine Ashton, nem a do Conselho de Ministros europeus celebrado na passada segunda-feira. Não nos deixemos enganar: se dois países como a Itália e a República Checa conseguiram prejudicar a posição comum [ao recusarem condenar a Líbia] foi, entre outras razões, porque os outros membros dos Vinte e Sete não se sentiram incomodados com o resultado final, que consideraram aceitável. Só que este não é aceitável, segundo nenhum ponto de vista, nem sequer se o contemplarmos à luz de um possibilismo timorato, e, por isso, a vitória dos dois Estados-membros sobre os restantes, é na realidade uma derrota humilhante para todos.

Enquanto a Alta Representante e o Conselho de Ministros desempenhavam este triste papel, a Comissão vinha lançar mais opróbrio sobre a Europa, pela boca de Michel Cercone, porta-voz da comissária para os Assuntos Internos [Cecília Malmström]. Este garantiu que a UE está preocupada com as consequências das revoltas no Magrebe e no Médio Oriente em matéria de imigração. Se, na verdade, é esta a preocupação que paralisa a União neste momento, isso quer dizer que, de tanto olhar para o umbigo, a burocracia de Bruxelas perdeu a capacidade de hierarquizar os problemas, colocando no mesmo plano o sismo político que agita uma das regiões mais martirizadas do mundo e uma obsessão, que primeiro foi das forças populistas europeias e, depois, dos partidos democráticos, dispostos a qualquer coisa para conquistar votos.

Mas quer também dizer que, acossada pelos seus fantasmas, esta Europa de começos do século XXI renunciou a fazer a distinção entre imigrantes e refugiados. Perante um crime em grande escala como o que perpetrou Kadhafi, a Europa comete uma baixeza imperdoável, ao interrogar-se sobre a melhor forma de encerrar os líbios dentro das suas fronteiras, deixando-os à mercê de uma repressão feroz. A sua preocupação deveria ser, pelo contrário, a forma de contribuir para o fim de um regime caricato e de salvar vidas humanas.

Os comunicados e declarações oficiais não deixam transparecer uma coisa nem outra, com a agravante de que, enquanto os Vinte e Sete continuam a polir o fraseado eufemista da sua posição comum, Kadhafi recorre a mercenários para reprimir os manifestantes e faz crescer o clima de terror, ao impedir que os cadáveres sejam retirados das ruas.

São incontáveis os erros históricos cometidos pelas grandes potências no Magrebe e no Médio Oriente, em nome do dogma de que a ditadura era um mal menor, em comparação com a ameaça do fanatismo religioso islamita. Na realidade, trata-se de dois inimigos que se têm alimentado um ao outro e que deixaram milhões de pessoas presas entre garras que as privavam de liberdade e de qualquer esperança de progresso, em todo o mundo árabe. Agora que esses cidadãos tomaram a iniciativa, com risco das suas vidas, as grandes potências não podem acrescentar mais um erro aos já cometidos, mais uma vez de dimensões planetárias.

Pelo menos, a Europa não pode nem deve fazê-lo, porque isso seria o mesmo que consagrar uma traição definitiva aos grandes princípios com base nos quais quis criar a sua União. Os cidadãos que se ergueram, que estão a erguer-se, contra as respetivas ditaduras, exigindo liberdade e dignidade, precisam de receber do mundo exterior, do mundo desenvolvido e democrático, uma mensagem inequívoca de que as suas reivindicações são legítimas. E a União Europeia não pode permitir-se pronunciar-se em sussurros nem fazer bandeira dos seus medos mesquinhos.

1 2

Dois regressos e uma estreia

.
Três álbuns a ouvir neste início de ano: os regressos de PJ Harvey ("Let England Shake") e dos Radiohead (“The King of Limbs”) e a estreia auspiciosa de Anna Calvi (“Anna Calvi”).






Contra a precariedade



(imagem retirada de oblogouavida)


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Entre nós e as palavras # 16


Paisagem destruída, com
latas de conserva, as entradas das casas
vazias, o que há lá dentro? Aqui cheguei

à tarde, de comboio,
duas panelas atadas
ao saco de viagem. Agora deixei

para trás os sonhos que sopram
numa encruzilhada. E pó,
pavana fragmentada, néon

morto, jornais e carris,
este dia, que me resta agora,
um dia mais velho, mais afundado e morto?

Quem é que disse que a isto
se chama vida? Eu retiro-me
para outros tons de azul.

Rolf Dieter Brinkman - "Poema"
 
(Tradução: João Barrento)
 
 
 

200 países, 200 anos

Um ditador é um ditador


Um ditador é um ditador.

Em questões de direitos humanos não podem existir contemporizações ideológicas, geoestratégicas ou económicas.

Perante os relatos que nos chegam da Líbia não podem existir silêncios comprometidos, apenas veemente condenação e repúdio.

Um ditador é um ditador e Muammar Khadafi, como todos os outros ditadores, merece cair às mãos do seu povo.

1 2

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cinematógrafo do Reviralhos # 7


Les Glaneurs et la Glaneuse -
Os Respigadores e a Respigadora (2000)



















Título: Les Glaneurs et la Glaneuse - Os Respigadores e a Respigadora (2000)

Realização: Agnès Varda

Argumento: Agnès Varda

Duração: 82 minutos



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Este governo não merece mais do que uma inequívoca censura
















 
O texto que sustenta a moção de censura do Bloco de Esquerda, acima transcrito, não deixa margens para dúvidas sobre a existência de múltiplos motivos para censurar o governo de José Sócrates. 
O aumento do desemprego e da precariedade, a redução de salários, o congelamento de pensões, o agravamento da carga fiscal, a diminuição dos apoios sociais e a degradação do Estado Social são apenas alguns destes motivos.
 
Para  além  das análises  e contra-análises  que  ocuparam  a  comunicação  social  durante  os  últimos  dias,  do  legítimo       (re)aparecimento  de  vozes convergentes e divergentes dentro do próprio Bloco, convém que nos centremos no que é agora fundamental:
Existe ou não um agravamento das condições socio-económicas do país?
Existe ou não necessidade de travar as políticas levadas a cabo pelo PS (coadjuvado pelo PSD)?
Existem ou não motivos para censurar este governo?

A nossa resposta é sim. E é precisamente por a nossa resposta ser afirmativa que nos colocamos do lado daqueles que apoiam a apresentação da moção de censura do Bloco de Esquerda.
Não escamoteamos que existiu alguma inabilidade na forma como a proposta foi anunciada, não escondemos que a mesma deveria ter sido alvo de discussão aprofundada dentro do próprio Bloco, mas consideramos que, embora importantes, essas são questões que os aderentes do Bloco deverão discutir internamente e no tempo adequado.

Ao contrário da direita, que se apressou a anunciar a inviabilização da moção de censura do Bloco de Esquerda (será interessante assistir aos argumentos que irão inventar para não apoiarem o texto hoje divulgado...), a esquerda não pode titubear na oposição a este governo, sob pena de se tornar cúmplice e refém das políticas do mesmo.

Esta moção de censura é pois uma oportunidade para reafirmar a existência de alternativas credíveis e sólidas ao rotativismo do bloco central, uma oportunidade para a esquerda demonstrar que este governo não merece mais do que uma inequívoca censura...

1 2 3

De olhos postos em Marrocos




Inspirados pelas revoltas populares da Tunísia e do Egipto, os jovens marroquinos lideram o movimento que amanhã sairá às ruas para se manifestar e exigir reformas democráticas no país.

Esperemos que o dia 20 de Fevereiro seja o início de um novo movimento popular, em prol de efectivas mudanças sociais e políticas em Marrocos.





Se isto é o centro-esquerda...



António Saraiva, presidente da CIP


No mesmo dia em que António Saraiva proferia a pérola acima transcrita, a bancada parlamentar do PS encarregava-se de nos presentear com mais uma eloquente demonstração do que é ser de centro-esquerda:


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Entre nós e as imagens # 1




Sebastião Salgado



Guatemala (1978)



Equador (1982)



Campo de Korem, Etiópia (1984)

 

Campo de Korem, Etiópia (1984)



Uma mulher mal alimentada, desidratada, no hospital em Gourma Rharous, Mali (1985)



Refugiada, cega pelas tempestades de areia e com infecções nos olhos, Mali (1985)



A mina de ouro de Serra Pelada, Pará, Brasil (1986)



Trabalhadores da mina de carvão, Dhanbad, Bihar, Índia (1989)



Trabalhando num poço de petróleo, Greater Burhan, Kuwait (1991)



Marina Drive, Bombaim, Índia (1995)



Construção do complexo Rasuna, Jacarta, Indonésia (1996)



Campo de Kamaz para afegãos deslocados, Mazaz-e-Sharif, Afeganistão (1996)



Os Dinkas, Sul do Sudão (2006)



Vale do Omo, Etiópia (2007)



Fotografias: Sebastião Salgado

Música: Carlos Paredes - "Despertar (Verdes Anos)"

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Entre nós e as palavras # 15



Arrastas a escravidão até à velhice
e nada que faças te vale de muito.
Dia após dia passas pelos mesmos gestos,
tremes na cama, tens fome, desejas uma mulher.

Heróis representando vidas de sacrifício e obediência
enchem os parques por onde caminhas.
À noite, no nevoeiro, abrem as umbrelas de bronze
ou então refugiam-se nos vestíbulos vazios dos cinemas.

Amas a noite pelo seu poder de destruição,
mas enquanto dormes, os teus problemas irão morrer.
Acordar só prova a existência da Grande Máquina
e a luz árdua cai nos teus ombros.

Caminhas entre os mortos e falas
de tempos por vir a assuntos do espírito.
A literatura fez-te desperdiçar as melhores horas de amor.
Fins-de-semana perdidos, a limpar a casa.

De pronto confessas o teu fracasso e adias
a alegria colectiva para o próximo século. Aceitas
a chuva, a guerra, o desemprego e a distribuição injusta da riqueza
porque não podes, sozinho, rebentar a ilha de Manhattan.

Mark Strand - "Elegia 1969" (segundo Carlos Drummond de Andrade)

(Tradução: José Alberto Oliveira)


(Fotografia: Bruce Davidson


Memórias Afectivas IV


Gérard Castello-Lopes
(06 de Agosto de 1925 - 12 de Fevereiro de 2011)



No dia do falecimento de Gérard Castello-Lopes, vale a pena (re)ler a entrevista ao Público, publicada em 2004.

1 2

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Poder do Povo - Egipto, 11 de Fevereiro





 








(Fotos: Reuters / Música: Patti Smith - "People Have The Power")


1 

Tempos a lembrar # 1



11 de Fevereiro de 2007: celebração da vitória do SIM no referendo sobre a despenalização da IVG

Ditador "amigo", o povo não estava contigo!






Adeus Mubarak! Celebremos a vitória do povo egípcio!




1 2 3 4 

Que hoje se confirme o que ontem parecia uma certeza



(imagem retirada do blogue The Arabist)


1 2 3 4

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A cantiga é uma arma (contra Hosni Mubarak) # 6





"I heard them say the revolution won't be televised. Al Jazeera proved them wrong, Twitter has them paralysed."


1 2 3

Lido por aí... # 9


"Os árabes também amam a liberdade", um texto de Robert Misk, publicado no jornal austríaco Der Standard  (tradução retirada daqui):

Como muitos, tenho passado várias horas diante da televisão, por estes dias. Ligado na Al Jazeera, onde era possível, até há pouco, seguir os acontecimentos em direto, vejo a história escrever-se debaixo dos meus olhos. Após a revolução democrática na Tunísia, assiste-se, com a sublevação dos egípcios, ao segundo ato desta surpreendente "primavera árabe”, "o 1989 árabe".

Estes povos tinham-nos sido apresentados como cidadãos frustrados e apáticos ou apenas fáceis de manipular pelos autocratas e os islamitas. E agora é isto: descobrimos que os jovens destas cidades não são afinal tão diferentes dos estudantes ocidentais. Aspiram às mesmas coisas. E graças à Internet, vivem realmente no mesmo comprimento de onda.

Talvez a Net e as redes sociais tenham desempenhado um papel muito mais determinante sobre a consciência coletiva do que pensávamos. Mesmo os pretensos peritos estão perplexos: passaram-se manifestamente demasiadas coisas nos últimos dois anos. O saber dos estudiosos baseia-se geralmente num período de tempo longo e em conhecimentos históricos completamente ultrapassados pelos mais recentes instrumentos da sociedade moderna, que não acompanharam.

O que mais me surpreende, aquilo que não suporto visceralmente e que me deixa bastante enervado, é essa voz que se ouve de vez em quando dizer: Meu Deus, mas que instabilidade tão perigosa! Jamais poderá dar certo, com os árabes! Vão acabar numa ditadura de mulás! Os autocratas laicos eram, apesar de tudo, bastante práticos!

Moralmente, é como se tivéssemos dito, em 1989, a Vaclav Havel, Jens Reich [defensor dos direitos cívicos na hesitante RDA] e a todos os cidadãos que estavam fartos do seu regime podre, que valia mais continuar a obedecer a Honecker, a Husak e aos outros tristes tiranos cinzentões, porque não se sabia o que podia acontecer e isso podia conduzir a uma Alemanha reunificada e beligerante.

Tal atitude não é apenas sinal de degradação moral, mas também de total desinteresse pela realidade. Quem se interesse, mesmo de longe, por este movimento popular árabe, compreende rapidamente que os "islamitas" desempenham um papel muito menos importante do que se podia supor.

Estes povos reclamam democracia e liberdade, não mulás. Alguns chegam mesmo a dizer que a influência dos islamitas está em declínio, como sucede com a Fraternidade Muçulmana no Egito.

A história está em marcha e trata-se de uma ocasião inédita. Os homens mudam, quando provaram alguma vez a liberdade. É muito simples: ninguém sabe o que se vai passar. Assistimos hoje à deposição de tiranos por uma classe média urbana. É possível que eleições livres sejam mais tarde uma fonte de desilusão. Afinal, quem sabe como reagirão os camponeses do delta do Nilo? Mas como já disse, ninguém sabe. É uma oportunidade histórica.

Claro que podemos errar. Mas a simples possibilidade de malogro é razão suficiente para nos agarrarmos à estabilidade, que é precisamente o argumento pelo qual os ditadores se mantêm no poder? Seguramente que não.

O que nos falta, a nós os desmancha-prazeres, os céticos, é imaginação política e sentido do possível. E isso não passa apenas pela nossa falta de imaginação, mas por motivos vilmente racistas: a democracia e os árabes é uma combinação que nunca pode dar certo – eles preferem os tiranos. Que raciocínio mais retorcido!

Sempre que uma sociedade, que cidadãos livres decidem tomar o seu destino nas mãos, dão necessariamente um passo no desconhecido. E o desconhecido contém riscos. Sempre foi assim, sem risco não há progresso e a democracia nunca teria visto o dia.

A democracia constituir um risco é uma objeção tão velha como a aspiração à liberdade. É sempre formulada por quem tem estabilidade. Se os nossos antepassados lhes tivessem dado ouvidos, viveríamos ainda como servos, sob a alçada do clero e o chicote dos príncipes.



1 2 3

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Assobiar para o lado



 As revoltas populares na Tunísia e no Egipto puseram a nu o apoio das democracias europeias aos regimes autoritários considerados "aliados do ocidente".
Sob o pretexto do combate ao radicalismo islâmico, quer a União Europeia quer os Estados Unidos caucionaram durante décadas os regimes de Ben Ali e de Hosni Mubarak, ignorando e ocultando os atropelos aos direitos humanos cometidos nos países por eles governados.

A evolução dos acontecimentos, com a queda de Ben Ali e a imparável onda de contestação a Mubarak, colocaram os líderes europeus na incómoda situação de terem de se afastar dos seus até então aliados. A necessidade de salvar a face perante a opinião pública fizeram com que os pedidos de reformas democráticas na Tunísia e no Egipto, tímidos é certo, passassem lentamente a fazer parte do discurso oficial dos principais chefes de estado da União Europeia.

Por cá, para além da habitual declaração provinciana sobre a situação dos portugueses que vivem no Egipto, desconhecemos o que pensa Cavaco Silva sobre os acontecimentos dos últimos dias. Possivelmente não pensa nada, como nunca pensou nada sobre coisa nenhuma.
Quanto ao governo, o ministro dos negócios estrangeiros limitou-se a repetir o mesmo discurso, tardio e pouco convicto, dos seus homólogos europeus.

Também por estes dias, e enquanto a Praça Tahrir se transformava num símbolo mundial, o parlamento português inexplicavelmente chumbava um voto de solidariedade com a luta pela democracia no Egipto.
O Partido Socialista, alegadamente incomodado por ter sido confrontado com o facto de só agora os partidos de Ben Ali e de Hosni Mubarak terem sido expulsos da Internacional Socialista, aliou-se ao PSD e inviabilizou a aprovação do voto de solidariedade proposto pelo Bloco de Esquerda...
Leia-se o texto proposto pelo grupo parlamentar do Bloco de Esquerda e retirem-se as devidas conclusões sobre o vergonhoso sentido de voto das bancadas do bloco central...

A posição dos líderes políticos europeus, incluindo os portugueses, revela a hipocrisia de quem passou as últimas décadas a "assobiar para o lado", caucionando e perpetuando no poder regimes autocráticos e ditatoriais.
A luta dos tunisinos e dos egípcios não permite mais ambiguidades aos líderes europeus: ou estão inequivocamente do lado dos que se batem pela democracia ou continuarão, como até aqui, do lado dos ditadores.


1 2 


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Reviralhos Sound System # 17 (edição especial)



Anouar Brahem – "Kashf" (1998)




Anouar Brahem – "Mazad" (1998)




Anouar Brahem Trio - "Astrakan Café" (2000)




Anouar Brahem Trio – "Halfaouine" (2000)




Anouar Brahem - "Toi Qui Sait" (2002)




Anouar Brahem - "Vague / E La Nave Va" (2006)




Anouar Brahem - "The Astounding Eyes of Rita" (2009)



Related Posts with Thumbnails