domingo, 27 de fevereiro de 2011

How to wash your hands (um vídeo dedicado a Luís Amado)



Depois de vermos a entrevista de Luís Amado ao Diário de Notícias, nomeadamente a parte em que procura justificar o "interesse nacional" em manter relações comerciais com regimes ditatoriais, apenas nos apetece dedicar-lhe este vídeo:



5 comentários:

  1. Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
    Quem apoia ditaduras, colhe fundamentalistas
    Publicado por Ana Gomes
    Segundo os meios de comunicação social, o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros, seguindo uma linha de argumentação à la Frattini-Berlusconi, adverte contra o perigo do fundamentalismo islâmico no norte de África e no mundo árabe. Não admira, para quem passou tanto tempo a cultivar ditadores que, obviamente, esgrimiam esse mesmo perigo para justificarem a repressão sobre os seus povos. Nunca perderei a má memória da participação de Luís Amado nas celebrações dos 40 anos da ditadura de Kadhafi, em Tripoli…
    O trágico é que ao dar aos movimentos fundamentalistas a oportunidade de resistir à repressão das ditaduras, o Ocidente pode ter contribuído para os legitimar aos olhos de muitos.
    É tempo de os dirigentes europeus pararem de brandir o papão islamista para continuarem a apoiar ditaduras.
    É tempo de ouvirem os povos árabes na rua e de se empenharem inteligentemente em apoiar quem nessas sociedades está disposto a tudo arriscar pela liberdade e a democracia.

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  2. Chávez apoia Kadhafi
    O presidente da Venezuela manifestou apoio ao governo da Líbia, depois de ter afirmado no twitter que “Kadhafi enfrenta uma guerra civil”. Hugo Chávez diz, no entanto, que “não pode dizer” que está a favor de qualquer decisão tomada por “qualquer amigo” dele.
    28 Fevereiro, 2011 - 11:34

    Kadhafi e Hugo Chávez Depois de Fidel Castro ter dito que a Nato se prepara para invadir a Líbia, sem denunciar as atrocidades de Kadhafi, e de Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, ter manifestado solidariedade com a Líbia “com o 'irmão' Kadhafi à frente”, Hugo Chávez manifestou apoio ao governo líbio.

    Na passada sexta feira, Hugo Chavez publicou no twitter a mensagem “Vamos Canciller Nicolás [ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela]: dales otra lección a esa ultraderecha pitiyanqui! Viva Libia y su Independencia! Kadafi enfrenta una guerra civil!!”

    Neste sábado, o presidente da Venezuela disse que o seu governo é “amigo de Kadhafi”, que isso não significa que “estou a favor ou aplaudo qualquer decisão que tome um amigo meu em qualquer parte do mundo, mas que “sim apoiamos o governo da Líbia, a independência da Líbia”.

    Chávez disse ainda na Telesur: “Queremos a paz para a Líbia, a paz para todos os povos do mundo e temos que nos opor frontalmente às pretensões intervencionistas”.

    O presidente da Venezuela disse que não conseguiu falar com Kadhafi “nestes dias”, mas “citando o camarada Fidel” condenou a “manipulação mediática” dos acontecimentos na Líbia.

    Hugo Chávez afirmou: “Na Líbia há um grande problema, mas temos de recusar o tratamento mediático. De imediato chega a condenação como me condenaram a mim em 2002, dizendo que Chávez mandou massacrar o povo”.

    O presidente da Venezuela criticou os “que condenam a Líbia mas ficam calados perante os bombardeamentos de Israel, perante os bombardeamentos no Iraque” e afirmou: “nós rezamos pela Paz na Líbia. Nós temos posições muito firmes. Ninguém me pode acusar de ter duas caras”.

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  3. Petróleo continuará a aumentar nos próximos anos
    A Agência Internacional de Energia estima que o consumo de petróleo aumente cerca 1,5% por ano e que a capacidade de produção suba apenas cerca de 0,4% ao ano. A este ritmo poderá verificar-se uma situação de penúria dentro de 5 anos. 28 Fevereiro, 2011 - 01:14 | Por Rui Curado Silva

    „A aposta feita nas eólicas adivinhava-se rapidamente compensadora“. Viseu 2009 – Foto de Hugo Cadavez/Flickr As recentes revoltas populares no Magreb e no Médio Oriente, em particular incertezas relativamente ao trânsito de petróleo através do Canal de Suez e do oleoduto Sumed no Egipto, voltaram a desencadear uma subida de preço do petróleo no mercado mundial. Esta subida é sobretudo de carácter especulativo dado que a Arábia Saudita garantiu compensar eventuais baixas de produção.

    Actualmente, a produção de petróleo supera o consumo em cerca de 4 milhões de barris por dia (um barril de petróleo ~ 159 litros). No entanto, a curto prazo a Agência Internacional de Energia estima que o consumo de petróleo aumente cerca 1,5% por ano e que a capacidade de produção suba apenas cerca de 0,4% ao ano. A este ritmo poderá verificar-se uma situação de penúria dentro de 5 anos, altura em que a produção de petróleo poderá não satisfazer a totalidade da procura mundial. Os investimentos a realizar pelas petrolíferas para satisfazer a procura poderão fazer subir mais rapidamente o preço do petróleo, o que poderá catapultar o preço do Brent – serve de referência para cerca de dois terços do petróleo comercializado – bem acima dos 150 dólares por barril em 2020.

    Perante o cenário previsto pela Agência Internacional de Energia, a aposta nas energias renováveis constitui uma solução progressivamente mais económica e sustentável a médio e longo prazo para estados importadores de petróleo, como Portugal. Para um país como o nosso com um sério problema de endividamento privado ao exterior, em boa parte resultante da importação de petróleo, a aposta feita nas eólicas adivinhava-se rapidamente compensadora. Mas se o preço do petróleo atingir os 150 dólares outros tipos de energias renováveis vão passar a ter preços competitivos. É estranho por isso verificar-se em Portugal a progressão de um discurso arcaico, como o do grupo de pressão liderado por Mira Amaral, a favor do consumo exclusivo de energias fósseis, quando estas são tendencialmente mais caras e os seus custos se reflectem directamente na parcela de importações do país.

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  4. Os amigos do ditador
    25 Fevereiro, 2011 - 12:19 | Por Luís Branco
    Lead:
    O que têm em comum o neoconservador Richard Perle, o sociólogo da "Terceira Via" Anthony Giddens e o filósofo do "fim da História" Francis Fukuyama? Todos foram à Líbia conhecer Khadafi para ajudarem a limpar a imagem do ditador no estrangeiro.

    A chamada diplomacia económica portuguesa teve um ponto alto quando José Sócrates trocou as palavras "ditador sanguinário" por "líder carismático" na hora de ser recebido por Khadafi logo no primeiro ano de governo. Desde então, voltou lá quatro vezes para abrir as portas dos negócios do regime líbio aos empresários portugueses. E ainda esta semana, o ministro Luís Amado agitou o fantasma do extremismo islâmico por detrás dos protestos, repetindo os argumentos da sinistra conferência de imprensa dada por Khadafi na terça-feira.

    Não foi a primeira vez que a hipocrisia da diplomacia económica se sobrepôs à defesa das liberdades e valores democráticos. Tão ou mais preocupante é a sua banalização, quando já ninguém se choca por ver misturados nos telejornais os cadáveres dos manifestantes chacinados em Tripoli e a preocupação dos banqueiros e exportadores portugueses pela fatia de negócio ameaçada.

    Admitamos por isso que na galeria de amigos do ditador, Sócrates e Amado estão na fila dos interesseiros. Mas há outros nomes na galeria que podem surpreender. Homens influentes e bem pagos por lóbistas e consultoras para ajudar a fazer dum ditador "um líder carismático" aos olhos do planeta.

    No centro desta operação esteve a firma de consultores Monitor Group, contratada por Khadafi para estudar e melhorar a competitividade da economia líbia - o autor é Michael Porter, que fez idêntico estudo em 1994 para o governo de Cavaco Silva.

    Num documento revelado pela oposição, o projecto era inventar e vender a imagem duma nova Líbia, "apresentando Muammar Khadafi como um pensador e intelectual". Na primeira fase do projecto, há quatro anos, foram promovidas visitas à Líbia de personalidades seleccionadas. O mais surpreendente será sem dúvida Richard Perle, o neoconservador conselheiro de Bush e que era o segundo responsável pela defesa norte-americana na presidência de Reagan, quando os EUA bombardearam Tripoli e Reagan chamou "cão louco" a Khadafi.

    Sabe-se que Perle reuniu com o vice-presidente Cheney acerca dos dois encontros que manteve com Khadafi. Mas aos outros convidados estava confiada outra tarefa: a de ajudar o mundo a perceber as mudanças em curso no país. Aqui aparecem nomes como o de Anthony Giddens, que depois publicou no New Statesman um artigo apropriadamente chamado "O Coronel e a sua Terceira Via", depois republicado no El Pais e no La Repubblica. Ou ainda Francis Fukuyama, que depois de duas visitas a Tripoli deu conferências intituladas "As minhas conversas com o Líder"… No campo dos negócios e tecnologia, o escolhido foi Nicholas Negroponte, director do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e irmão do então director nacional dos serviços secretos, John Negroponte. Nicholas dirigia o projecto "Um computador portátil por criança" e depressa substituiu o Egipto pela Líbia nos países-piloto. No fim de 2007, a Intel e a Microsoft anunciavam a venda de 150 mil portáteis ao ministério da Educação da Líbia.

    Pelos vistos, a acção destas personalidades tão eminentes veio iluminar Sócrates e Amado, que mostraram ter aprendido bem a lição: de ditador sanguinário a líder carismático vai a distância duma transferência bancária urgente.

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  5. UE já congelou bens de Ben Ali e de Kadafi. De fora continua Mubarak.
    Os deputados do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu Miguel Portas e Marisa Matias questionaram a Comissão e o Conselho Europeu sobre o congelamento dos bens de Mubarak na UE.
    1 Março, 2011 - 14:24
    Miguel Portas e Marisa Matias questionaram na passada segunda-feira a Comissão e o Conselho Europeu se tencionam "tomar a decisão de congelar os bens de Hosni Mubarak e dos principais governantes do regime egípcio deposto no espaço comunitário". Em caso afirmativo, perguntam para quando será essa medida.

    Os eurodeputados do Bloco de Esquerda recordam que "a União Europeia congelou, no território comunitário, os bens de Ben Ali e dos seus familiares" e ainda que "os bens de Muamar Kadafi e de 25 colaboradores próximos do ditador foram também congelados pela UE". Em ambos os casos registam que "não houve quaisquer dificuldades com o quadro legal europeu".

    A pergunta surge no mesmo dia em que o Ministério Público do Egipto congelou os bens que Mubarak aí detém e o proibiu de sair do país, assim como à sua família. As autoridades egípcias têm a decorrer um inquérito à riqueza do antigo ditador e o Conselho das Forças Armadas pediu o congelamento dos seus bens no estrangeiro, nomeando especificamente países da UE. Esta foi também uma das principais preocupações transmitidas a Marisa Matias pelas organizações não-governamentais e pelas forças da oposição durante a visita da delegação do GUE/NGL ao Egipto que terminou ontem.

    A questão seguiu com estatuto de prioritária de forma a encurtar o tempo de resposta para três semana.

    Marisa Matias e Miguel Portas integram a Delegação do Parlamento Europeu para as relações com os Países do Maxereque.

    Comunicado da Assessoria de Imprensa do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu

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