sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os esqueletos que Cavaco esconde no armário


A edição desta semana da revista Visão, revela-nos a existência de um pequeno remanso algarvio, onde a nata da fraude do BPN convive paredes meias com o actual presidente da república. 

É um facto que cada um escolhe os amigos que quer, mas poucos têm a possibilidade de ser tão convenientemente selectivos, em termos de vizinhança, como o actual presidente da república:

Perante a notícia, Cavaco Silva nada comenta.
Para o candidato presidencial, tudo na aldeia de luxo do cavaquistão é normal e nada carece de explicações, nem mesmo a inexistência de escrituras, as obscuras sociedades sediadas em off-shores, as permutas convenientemente efectuadas...

Quando as notícias sobre as mais valias decorrentes da venda das acções da SLN voltaram a encher manchetes, Cavaco Silva optou pela mesma pose majestática de auto-proclamado soberano da honestidade nacional.

Face ao escrutínio público, Cavaco insistiu na estratégia habitual do "não comento", do "está tudo no site da presidência" e da amnésia selectiva. Pelo caminho, entre um e outro ensaiado banho de multidão, ainda teve a soberba de apelidar o confronto político de "campanha suja" e "ataque pessoal", recorrendo à vitimização como forma de defesa.

Apesar da erosão resultante das nebulosas que se adensam em torno de si, Cavaco Silva sabe que o silêncio é a sua melhor arma.
O silêncio sempre foi a melhor arma dos que têm armários cheios de esqueletos, como cada vez é mais evidente no caso do candidato presidencial apoiado pela direita.




(Vídeo retirado do blogue Tabus de Cavaco)

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1 comentário:

  1. ..."Cavaco Silva é o candidato das desigualdades e do obscurantismo. É o candidato que se esquece do que seria importante esclarecer e que foge às perguntas quando estas são incómodas. O seu legado é o do apadrinhamento dos planos de austeridade e das reduções dos direitos dos trabalhadores. É, também, o legado das privatizações e do desbaratar de milhares de milhões de fundos comunitários. O candidato cuja seriedade não pode ser colocada em causa, a não ser que se nasça duas vezes como ele diz, é quem mais deve explicações sobre os negócios e as ligações económicas. Os homens de Cavaco, então primeiro-ministro, são rostos da corrupção e do crime económico e os responsáveis do maior buraco financeiro do país."...
    In Cavaquismo, ataque ao Estado Social
    A importância das presidenciais é a do toque a reunir em defesa do Estado Social.
    Por Pedro Filipe Soares

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