sexta-feira, 18 de março de 2011

Manifestação Nacional CGTP - Sábado, 19 Março, 15 horas (Lisboa)




13 comentários:

  1. Av. da Liberdade foi pequena para receber mega manifestação da CGTP
    A CGTP promove, este sábado, um "dia de indignação e de protesto" contra o desemprego, o aumento do custo de vida e as injustiças sociais. A Avenida da Liberdade, em Lisboa, tornou-se "pequena" para receber a mega manifestação da CGTP.
    19 Março, 2011 - 18:29

    Segundo noticia a agência Lusa, por volta das 17h, quando a Praça dos Restauradores, onde termina o desfile, já estava cheia, ainda havia manifestantes a desfilar na Avenida Fontes Pereira de Melo, sendo que a Avenida da Liberdade foi “pequena” para os milhares de participantes. A acção de protesto convocada pela CGTP, agendada para as 15h, começou com duas pré-concentrações - uma da função pública nas Amoreiras e outra do sector privado no Saldanha.

    Ainda não eram 15h e já alguns milhares de funcionários públicos estavam concentrados junto às Amoreiras, em Lisboa. Apesar de ainda não ter sido iniciada a manifestação, já se visualizavam várias faixas dos respectivos sindicatos e ouviam-se palavras de ordem como "redução salarial enche os bolsos ao capital".

    Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, afirmou à Agência Lusa que "esta luta é feita por mudanças efectivas, por isso estão aqui tantos milhares de funcionários públicos e por isso vamos continuar a mobilizá-los para continuarem a lutar até conseguirmos melhores condições de vida".

    Arménio Carlos, da comissão executiva da CGTP, confirmou, também à agência Lusa, que tudo estaria a correr de acordo com as expectativas. Segundo o representante da CGTP já se encontravam no local “muitos milhares de trabalhadores da administração pública” e também estariam “vários milhares de trabalhadores do sector privado no Saldanha”.

    Várias centenas de autocarros foram estacionando, entretanto, no Parque Eduardo VII, oriundos de diversas zonas do país.

    Segundo noticia a agência Lusa, por volta das 17h, quando a Praça dos Restauradores, onde termina o desfile, já estava cheia, ainda havia manifestantes a desfilar na Avenida Fontes Pereira de Melo, sendo que a Avenida da Liberdade foi “pequena” para os milhares de participantes.

    Na frente da manifestação desfilaram o cantor Vitorino e os Homens da Luta.

    Depois de uma adesão massiva aos protestos da Geração à Rasca que, no passado sábado, se realizaram um pouco por todo o país e que levaram à rua mais de 300 mil pessoas, os manifestantes voltam hoje a comprovar que estão disposto a continuar a luta conta a precariedade, o desemprego e as medidas de austeridade impostas pelo governo.

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  2. Vertigem
    Por Miguel Portas

    A partir de 12 de Março, a crise é simplesmente o chão que a gente pisa. Quem julgue que tudo está escrito, desengane-se. Tudo se está, de novo, a escrever.

    Mesmo os que esperavam um grande protesto se surpreenderam com a dimensão das manifestações do passado dia 12 de Março. 200 a 300 mil pessoas de todas as gerações e credos quiseram dizer a si próprias que ninguém tem que estar à rasca sozinho.

    Sem o cansaço e o descontentamento provocados pelas políticas de austeridade dos últimos anos não se compreende o sucesso dessa fantástica mobilização. Mas houve algo mais, qualquer coisa que está para lá da palavra gbastah e que toca as profundezas da existência. Com efeito, aquela multidão não se imaginava, sequer, como tal. Declinou esse "basta" de mil modos diferentes, trazendo para as ruas os seus desabafos e humores em papeis improvisados. A multidão acorreu em grande número porque se quis medir enquanto povo. O poder, qualquer que ele seja ou venha a ser em resultado de eleições antecipadas, está obrigado a ouvir. Porque a 12 de Março, o povo celebrou-se e redescobriu-se como soberano. Mas não é certo que não se lhe esgote a paciência.

    A segunda reflexão que esse sábado excepcional suscita parte da constatação de que muitos saíram à rua pela primeira vez ou pela primeira vez em muitos anos, exactamente porque intuíram ser aquele o momento e a circunstância em que se poderiam afirmar como povo sem mediação, para lá dos partidos, sindicatos e associações. Pairou por aquelas manifestações um gnão sei quêh a 25 de Abril, que para uns foi nascimento e para outros revisitação, que associo a carradas de imaginação e toneladas de dádiva e solidariedade. Os que, como eu, acreditam que o partido e o sindicato são instrumentos de cidadania e não meras máquinas de emprego e influência, estão obrigados a reflectir seriamente sobre os seus próprios limites.

    Essa reflexão é tanto mais oportuna quanto é evidente que a anti-política, o anti-parlamentarismo e o anti-partidarismo também marcaram presença, mas não foram hegemónicos nas manifestações. A grande maioria das pessoas que desceu às ruas fê-lo pelas razões da sua própria experiência da crise e em linha com o manifesto dos promotores. O 12 de Março não foi um "dia da ira", um grito de revolta em formato desesperado. Também não sabemos se foi o primeiro dia de um "levantamento nacional". Dele apenas se pode dizer que define um antes e um depois. A crise politica em que o país entretanto mergulhou cruzar-se-á não apenas com uma vertiginosa aceleração do protesto social, mas também com uma opinião pública muito mais atenta e exigente. Até 12 de Março, a crise oprimia e deprimia; a partir de 12 de Março, a crise é simplesmente o chão que a gente pisa. Quem julgue que tudo está escrito, desengane-se. Tudo se está, de novo, a escrever.

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  3. Alertas Precoces
    O sentimento de desrespeito pela soberania popular
    19 Março, 2011 - 04:07 | Por Mariana Santos

    O sentimento de desrespeito pela soberania popular, espoletado pela forma da imposição, não só deste PEC 4, mas também de todos os pacotes de austeridade, deve servir-nos de “alerta precoce” para os contornos que vai tendo a reconfiguração pós-crise da União Europeia.

    Na terça-feira, os ministros das finanças europeus aprovaram, em termos gerais, as propostas da Comissão Europeia relativamente à governação económica da União Europeia. Entre estas, encontra-se a criação do semestre europeu, que visa coordenar as políticas orçamentais dos países.

    De acordo com a nova agenda de governação económica europeia, os Estados-membros deverão submeter à apreciação da Comissão Europeia as linhas da sua política orçamental (contidas no PEC) e das reformas estruturais que tencionarem implementar. Após a sua análise, a Comissão emitirá “recomendações”, com vista à “orientação” da elaboração dos orçamentos nacionais, que, independentemente dos debates nos parlamentos, continuarão sob o escrutínio de Bruxelas. Desvios de política orçamental que a Comissão considere colocarem em risco a estabilidade orçamental exigida serão motivo para um “alerta precoce”, um ralhete de Bruxelas que dará, depois, lugar a castigo, caso não sejam corrigidos.

    A eficácia desse ralhete de Bruxelas é, de resto, uma das apostas fortes da reforma da governação económica europeia. Pretende-se não só que as sanções sejam mais duras (penalizações, para os países incumpridores, de até 0,2% do seu PIB), como que o sistema da sua activação seja mais automático, menos discricionário e dependente de um consenso entre os Vinte e Sete. A bem da prevenção de futuras crises de dívida.

    A forma como a crise financeira se converteu numa crise de dívida soberana potencialmente letal para a zona euro evidenciou que a moeda única não é sustentável sem mecanismos de financiamento de dívida e de convergência orçamental. Contudo, as formas que estes mecanismos estão a assumir deixa-os muito longe do necessário objectivo de correcção das assimetrias geradoras de instabilidade dentro da zona euro, e muito perto do projecto neoliberal de isolar a política económica da deliberação popular.

    Assim, em vez da emissão de dívida europeia, existe um fundo de resgate que, não só é incapaz de travar os ataques especulativos que tornam a sua intervenção necessária, como é um “cavalo de Tróia” que introduz a ideologia da austeridade.

    Do mesmo modo, em vez de um orçamento europeu robusto e de uma harmonização da legislação laboral e das políticas sociais e fiscais preventiva do dumping social (a corrida para o fundo que advém da concorrência regulatória), vemos uma reforma das normas de convergência e disciplina orçamental que, apoiada na doutrina da moralidade da crise – no castigo dos “desleixados” como medicina preventiva para todos os males futuros –, é mais uma forma de impor a austeridade como inevitabilidade e de salvaguardar essa imposição do escrutínio democrático.

    Se a nossa cultura democrática nos leva a erguermo-nos contra a perda de soberania latente a uma intervenção externa, devemos considerar de igual forma que um cenário em que este semestre europeu entre em vigor, situações como a da discussão do PEC 4 entre o governo e a Comissão Europeia, antes da sua apresentação na Assembleia da República, serão a regra e não a excepção.

    O sentimento de desrespeito pela soberania popular, espoletado pela forma da imposição, não só deste PEC 4, mas também de todos os pacotes de austeridade que foram desgastando, até ao limite, o contrato social que legitimava este governo PS, deve servir-nos, esse sim, de “alerta precoce” para os contornos que vai tendo a reconfiguração pós-crise da União Europeia; deve motivar-nos para construir, divulgar e tornar central um discurso forte sobre a (fundamentalíssima) questão europeia.

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  4. Sábado, 19 de Março de 2011
    Esta não interessa?
    por Sérgio Lavos
    Chega a ser chocante a diferença no tratamento jornalístico que o Público fez (e os outros jornais on-line não andam longe desta bitola) entre a manifestação da geração à rasca e a de hoje, da CGTP, que até pode ter tido mais pessoas em Lisboa - quando a frente chegou à praça dos Restauradores, ainda havia gente na Fontes Pereira de Melo. A única fonte é a Lusa, a agência noticiosa do Governo, e quase que se contam pelos dedos de uma mão as linhas dedicadas ao assunto. Por muitas queixas que tenhamos do sindicalismo português, e descontado o efeito novidade da manifestação de sábado passado, não será este protesto tão ou mais sério do que o outro? E não terá ele muito mais peso no futuro do país, tendo em conta que a CGTP é um dos parceiros sociais com quem o governo tem de dialogar? Ou será que esta, por não ter tido o apoio explícito da JSD e implícito de toda a oposição de direita, não interessa? Questões, questões...

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  5. A lata
    por Sérgio Lavos
    Não sei qual é a agência de comunicação que trata da vida de Paulo Portas e do seu PP, mas deve merecer todo o dinheiro que lhe pagam. As notícias de que continuaria a ser investigado por envolvimento em negociatas na compra dos dois utílissimos submarinos que abrilhantam as nossas forças armadas foram rapidamente sufocadas por uma lufa-lufa mediática de tirar o fôlego: ele é pressão ao Governo para apresentar o OE no parlamento, ele é escutar os anseios da geração à rasca - há oportunistas que aproveitam sempre o calorzinho primaveril para sair da toca - ele é o "apontar o caminho de saída ao primeiro-ministro". E tudo culmina numa comovente declaração de amor ao grande timoneiro por parte de Nuno Melo (esta vem do Correio da Manhã, via Bola, como deve ser). Imparável, o homem que mais fez pelo futuro da nação portuguesa adquirindo armamento que estamos a pagar agora, especialista em guilhotinamento de papéis e afins, o melhor representante do jogleurismo político nacional. Os inimputáveis são assim. E é disso que o meu povo gosta, como bem sabemos.

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  6. Carvalho da Silva: PS e PSD têm as mesmas políticas
    Durante as intervenções que finalizaram a manifestação promovida pela CGTP, Carvalho da Silva acusou o PS e o PSD de terem as mesmas políticas”. Francisco Louçã sublinhou que o governo está a negociar "à socapa" as medidas do PEC.
    19 Março, 2011 - 22:46

    Na sua intervenção, Carvalho da Silva afirmou que "a dimensão mais preocupante desta crise política é a que as políticas do governo e do PSD, que anseia ir para o poder, são exactamente as mesmas. Não apresentam soluções". No final da manifestação da CGTP, que reuniu muitos milhares de trabalhadores, aos quais se juntaram desempregados, pensionistas e estudantes, entre outros, o secretário-geral da intersindical, Carvalho da Silva, acusou o PS e o PSD de terem as mesmas políticas.

    Na sua intervenção, Carvalho da Silva afirmou que "a dimensão mais preocupante desta crise política é a que as políticas do governo e do PSD, que anseia ir para o poder, são exactamente as mesmas. Não apresentam soluções".

    Numa resolução aprovada no final da manifestação nacional, foi assumida como prioridade a "intensificação da luta dos jovens contra a precariedade e o desemprego", salientando a realização de uma grande manifestação no dia 1 de Abril em Lisboa sob o lema “Queremos trabalho e exigimos direitos".

    Governo negoceia à “socapa” medidas do PEC

    Francisco Louçã, sublinhou, em declarações proferidas à agência Lusa durante a manifestação da CGTP, que o governo está a negociar "à socapa" as medidas do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

    "Sabemos agora como o Governo vai negociando à socapa estas medidas, anunciando à União Europeia que vai congelar as pensões quando ainda nem sequer isso foi aprovado. Por isso mesmo, estamos perante um pandemónio, uma crise política gravíssima, e só a democracia pode trazer força", afirmou o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda.

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  7. Madeira: Onde as Empresas não têm trabalhadores
    Publicado por Ricardo Sá Ferreira

    A Madeira é pioneira nas novas formas de trabalho e das próprias relações laborais. Na Madeira as empresas que não têm trabalhadores.


    Do total das 2981 empresas instaladas na zona franca da Madeira, 2435 não possuem qualquer trabalhador declarado ao seu serviço que é cerca de 82%.


    As empresas offshore em 2009 apresentaram resultados líquidos de 3,7 mil milhões de euros, mas apenas pagaram 5,9 milhões de euros em vez dos 750 milhões, taxa média de 20% como seria normal.


    Mas com este PEC IV, sabemos que os pensionistas vão pagar a crise. O PS e o PDS têm dois pesos e duas medidas.

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  8. PECs::Retirada de apoios sociais obriga as pessoas a aceitarem a miséria
    O fim do modelo de desenvolvimento pela precariedade está marcado. Ou isso, ou o nosso fim enquanto cidadãos com direitos. A proposta de precarização geral do trabalho, para assentar a produção em baixos salários e poucos direitos, é global e é introduzida por via da divisão e ataque a grupos mais desprotegidos: os "malandros" ou pobres do RSI (Rendimento Social de Inserção) e os que "precisam de se esforçar mais" ou precários. As notícias dos últimos dias confirmam os resultados desse ataque: os empresários donos das fábricas, onde se praticam os mais baixos salários para a exigência máxima, parecem já ter ultrapassado os seus problemas de contratação. O tempo dos "malandros que não querem trabalhar" dá lugar "aos malandros a quem os altruístas empresários oferecem emprego".


    O DN de 20 de Março de 2011 aponta: Fim do subsídio obriga desempregados a ir para calçado
    DN: 'Aperto' nas regras do subsídio de desemprego é a principal razão apontada pelos empresários que agora dizem não ter problemas em angariar mão-de-obra.
    Um dos principais estrangulamentos da indústria de calçado, a dificuldade em contratar trabalhadores, parece ultrapassado. Assim o garantem os industriais que, durante meses, protestaram pela falta de mão de obra, apesar do contínuo aumento da taxa de desemprego em Portugal.




    Um pouco de história recente mostra que os empresários já não se queixam da dificuldade de despedir, essa parece estar ultrapassada. O problema tinha passado para a contratação, pois os trabalhadores preferiam ter muito pouco, viver de biscates a somar à base de direitos e solidariedade assegurados pela Segurança Social, em vez de se vergarem nas opções e na vida a um patrão fabril que lhes devolvia na melhor das hipóteses o salário mínimo legal.


    Mas paradoxalmente, em Portugal, trabalhar significa para muitas pessoas uma série de custos adicionais de vida difíceis de comportar com baixos salários. Feitas as contas, para trabalhar em Portugal, há quem tenha de pagar devido a um modelo social de desenvolvimento esgotado:


    •As populações são enxotadas para fora dos centros urbanos para que a especulação imobiliária tenha espaço, assim, é preciso contar com passes cada vez menos sociais ou, em tantos casos, devido à inexistência de transportes públicos, somar o custo do transporte individual.
    •Quando as famílias têm crianças pequenas a cargo, trabalhar significa pagar uma creche ou uma ama.
    •Quando as famílias têm idosos a cargo, trabalhar significa pagar um lar.
    •Quando as famílias têm apoios sociais, mesmo que baixos, trabalhar para obter um quase sempre baixo salário significa perder muitos dos apoios sociais a que deveriam ter direito.
    Quando o trabalho num país é associado à pobreza, significa que esse modelo de desenvolvimento está esgotado. No entanto, sabemos que nenhuma proposta alternativa virá de quem nos conduziu a este buraco.


    Com cada vez menos a perder, só nos resta impor, através da mobilização de cada um de nós e dos nossos amigos e amigas, uma alternativa económica difícil. Difícil porque será necessariamente de confronto com quem tem estado instalado à sombra da exploração e da precariedade.

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  9. “Este PEC tem de ser rejeitado”
    No último dia das Jornadas Parlamentares do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã apresentou o Projecto de Resolução do Bloco que rejeita a proposta do Governo para um novo PEC, defendendo uma estratégia que passa pelo crescimento e pela criação de emprego.
    Artigo | 22 Março, 2011 - 15:23

    Este sábado, dia 19, dezenas de milhares de pessoas desfilaram na Av. da Liberdade, na manifestação organizada pela CGTP, rejeitando o PEC 4. Este será o projecto de resolução que o Bloco irá apresentar já amanhã, quarta-feira, no Parlamento, aquando da discussão do novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) do Governo.

    Francisco Louçã criticou a proposta de revisão do PEC apresentada pelo Governo, referindo-se à mesma como o “resultado dos PEC’s que vieram”. Este novo e “desastroso PEC”, nas palavras de Louçã, vem propor o agravamento da injustiça social, cortando nas pensões dos mais desfavorecidos, criando um “empobrecimento dos trabalhadores e pensionistas”.

    Louçã criticou a redução de pensões, o aumento de impostos e as privatizações anunciadas no PEC, contrapondo com propostas dos Bloco, como o aumento das pensões mais baixas, a redução da precariedade com o fim dos falsos recibos verdes e a integração em contrato efectivo de quem exerce trabalho permanente no Estado ou em empresas.

    O Bloco propõe ainda a defesa de uma política que invista na criação de emprego, uma política fiscal que contribua para a tributação efectiva do sistema financeiro e o combate ao desperdício na acção do Estado.

    O líder parlamentar do Bloco, José Manuel Pureza, no encerramento das Jornadas, referiu a necessidade de rejeição deste novo PEC, afirmando que se trata de “uma política de apodrecimento do País”.

    Pureza criticou as medidas de austeridade propostas pelo Governo, contrapondo com as propostas do Bloco para a actualização das pensões mínimas, a criação de emprego, a eliminação de empresas municipais e de Governos Civis, o fim do programa de privatizações proposto pelo Governo, uma nova reforma fiscal e o fim das despesas desnecessárias que, segundo as contas apresentadas pelo deputado bloquista, “permitiriam uma poupança de 1300 milhões de Euros, mais que o próprio PEC prevê”.

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  10. Bloco vai apresentar programa de crescimento contra a precariedade e o desemprego
    Em Santo Tirso, Francisco Louçã acusou o Governo de estar a aplicar as políticas do FMI e afirmou que o Bloco vai “apresentar alternativas consistentes sobre como é que a economia se recupera para defender pensões, acabar com o desemprego e trazer justiça para todos”.
    Artigo | 21 Março, 2011 - 01:10

    Sessão do Bloco em Santo Tirso - Foto de Soares Luz O Bloco de Esquerda realizou neste domingo uma sessão em Santo Tirso, em que intervieram Andreia de Sousa, João Teixeira Lopes e Francisco Louçã, que criticou a irresponsabilidade do Governo: “Um Governo que está disposto a cortar as pensões, reduzir salários numa situação difícil, mas que também está disposto a financiamentos, mordomias, a políticas de facilidade à banca é irresponsável em relação aos portugueses que trabalham”, disse.

    No início da sessão, Andreia de Sousa deu “voz ao Bloco de Esquerda de Santo Tirso” e na sua intervenção afirmou que Santo Tirso “é dos concelhos mais precários do país”, onde o desemprego “ronda os 20%, ou seja, o dobro da média nacional”.

    Andreia de Sousa denunciou também que o Governo e a Câmara ajudaram a criar em Santo Tirso o Contact Center da PT com 1200 postos de trabalho, mas em que as pessoas que lá trabalham “têm salários de 500 euros e empregos ultra-temporários…”

    Segundo a agência Lusa, o coordenador da comissão política do Bloco acusou o Governo de estar a precipitar uma crise política e salientou: Nestas eleições “provocadas pelo primeiro-ministro”, o país terá que escolher entre a “política de ataque ao Serviço Nacional de Saúde ou a política de defesa da saúde para todos e que a esquerda tem que assegurar”.

    Louçã acentuou ainda que o país terá que escolher entre “se se continua o ataque à escola pública, por José Sócrates” ou então “o cheque ensino de Pedro Passos Coelho” ou, em alternativa, “pela força da esquerda” se se defenderá “um ensino de qualidade para todos, para que se possa promover o país”.

    Francisco Louçã acusou também o Governo de estar a aplicar as políticas do FMI: “Quem é o ministro das Finanças se não o FMI quando corta as pensões? Que Governo é este, se não o FMI, quando entende facilitar os despedimentos?”

    O dirigente do Bloco denunciou ainda as Parcerias Público-Privadas (PPP) e acusou Sócrates de “ter dois pesos e duas medidas”: “O Governo está disposto a cortar nas pensões”, por outro lado “está disponível para dar esmolas generosas aos concessionários das PPP”. “A Mota-Engil pediu um suplemento de 151 milhões de euros. José Sócrates acedeu. Isto é um assalto à economia do país”, sublinhou ainda.

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  11. PEC 4 é uma "descida aos infernos"
    Novas medidas de austeridade anunciadas pelo governo “penalizam os mesmos de sempre e ignoram totalmente a justiça fiscal”, acusa o Bloco de Esquerda.
    Artigo | 11 Março, 2011 - 20:05

    PEC 4 é "um castigo permanente e redobrado sobre as mesmas pessoas, que têm de suportar todos os sacrifícios", diz José Gusmão. Foto de Paulete Matos
    O novo pacote de austeridade anunciado esta sexta pelo governo significa uma autêntica “descida aos infernos”, afirmou o deputado José Gusmão em nome do Bloco de Esquerda. “Penaliza os mesmos de sempre e ignora totalmente a justiça fiscal e a redistribuição dos sacrifícios”, disse.

    “No ano em que há bancos privados que não vão pagar um cêntimo de impostos e em que foram chumbadas propostas, nomeadamente do Bloco de Esquerda, para reduzir as remunerações dos gestores de empresas públicas, o governo carrega sobre os mesmo de sempre com cortes nas pensões, cortes nas prestações sociais e cortes na saúde”, acusou José Gusmão.

    O deputado do Bloco de Esquerda recordou que na quarta-feira a sua bancada apresentou uma moção de censura ao governo “para travar esta política, mas PS, PSD e CDS juntaram os seus votos para assegurar que esta política vai continuar”.

    Sobre a anunciada intenção do Governo de reduzir a despesa no sector empresarial do Estado, o deputado do Bloco disse que não é uma medida nova, porque já constou nos anteriores orçamentos.

    “Essa medida pode ter duas consequências: A degradação de serviços públicos fundamentais para a população, como no sector dos transportes; ou pode simplesmente servir para desorçamentar a despesa do Estado e disfarçar o défice”, acusou o deputado.

    José Gusmão disse que o conjunto de novas medidas anunciadas por Teixeira dos Santos “terá um grave impacto social ao nível das pensões de sobrevivência ou nos cuidados de saúde”.

    “Estamos confrontados com um castigo permanente e redobrado sobre as mesmas pessoas, que têm de suportar todos os sacrifícios. Neste novo pacote, não há uma única medida que pelo menos simule a tentativa de impor alguma justiça fiscal ou alguma redistribuição dos sacrifícios. É tudo nos mesmos de sempre”, acusou.

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  12. Bloco propõe aumento das pensões mais baixas
    Na abertura das jornadas parlamentares do Bloco, José Manuel Pureza criticou as medidas de austeridade, anunciou propostas para acabar com a falta de médicos no SNS e, para enfrentar o aumento das despesas, propôs a tributação dos bancos ao mesmo nível que qualquer pequena empresa e a renegociação das parcerias público-privadas.
    Artigo | 21 Março, 2011 - 19:16

    As Jornadas Parlamentares do Bloco decorrem nesta segunda feira e terminam terça feira A “Economia do abismo” deu o mote às críticas de José Manuel Pureza, na abertura das Jornadas Parlamentares do Bloco, às medidas de austeridade recentemente anunciadas pelo Governo.

    Reunido em Torres Novas, o Grupo Parlamentar do Bloco entrou em contacto com os problemas locais do distrito, com visitas ao Museu Municipal de Mação, à Companhia de Fiação e Tecidos, ao Centro de Saúde de Abrantes, ao Centro Social e Comunitário de Santarém, à Escola Profissional de Salvaterra de Magos, à Associação Cultural Palha de Abrantes e à Estação Zootécnica Nacional.

    Após a visita ao Centro de Saúde de Abrantes, que com apenas 10 médicos de família serve uma população de 43 mil utentes, João Semedo referia a “carência de médicos como um problema nacional”, anunciando a este respeito três propostas do Bloco para acabar com a falta de médicos de família. A criação de um regime excepcional para a reintegração de médicos aposentados no Serviço Nacional de Saúde, com a possível acumulação da pensão de reforma e de um contrato de trabalho, a realização de um recenseamento nacional por forma a perceber qual a realidade da falta de médicos de família e, ainda, a consagração, em forma de Lei, do direito de ter e de escolher um médico de família, foram as propostas avançadas por Semedo para acabar com a falta de acesso a médicos de família.

    José Manuel Pureza também anunciou, durante a conferência de abertura das Jornadas, a proposta do Bloco para aumento das pensões mais baixas (média de 391 euros), a renegociação imediata das Parcerias Público-Privadas e a tributação da banca ao nível das restantes empresas, como forma de acabar com a “ofensiva contra os serviços públicos” e a “precarização galopante”.

    As recentes medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, conhecidas como PEC 4, mereceram, da parte do líder parlamentar do Bloco, fortes críticas recordando ainda o papel do PSD no acordo com o PS na aprovação do Orçamento de Estado e dos anteriores PEC’s, afirmando a este respeito que o “PSD convida agora os portugueses à amnésia”.

    As Jornadas Parlamentares do Bloco decorrerão até esta terça feira, dia 22 de Março, no distrito de Santarém.

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  13. Bloco propõe aumento das pensões mais baixas
    Na abertura das jornadas parlamentares do Bloco, José Manuel Pureza criticou as medidas de austeridade, anunciou propostas para acabar com a falta de médicos no SNS e, para enfrentar o aumento das despesas, propôs a tributação dos bancos ao mesmo nível que qualquer pequena empresa e a renegociação das parcerias público-privadas.
    Artigo | 21 Março, 2011 - 19:16

    As Jornadas Parlamentares do Bloco decorrem nesta segunda feira e terminam terça feira A “Economia do abismo” deu o mote às críticas de José Manuel Pureza, na abertura das Jornadas Parlamentares do Bloco, às medidas de austeridade recentemente anunciadas pelo Governo.

    Reunido em Torres Novas, o Grupo Parlamentar do Bloco entrou em contacto com os problemas locais do distrito, com visitas ao Museu Municipal de Mação, à Companhia de Fiação e Tecidos, ao Centro de Saúde de Abrantes, ao Centro Social e Comunitário de Santarém, à Escola Profissional de Salvaterra de Magos, à Associação Cultural Palha de Abrantes e à Estação Zootécnica Nacional.

    Após a visita ao Centro de Saúde de Abrantes, que com apenas 10 médicos de família serve uma população de 43 mil utentes, João Semedo referia a “carência de médicos como um problema nacional”, anunciando a este respeito três propostas do Bloco para acabar com a falta de médicos de família. A criação de um regime excepcional para a reintegração de médicos aposentados no Serviço Nacional de Saúde, com a possível acumulação da pensão de reforma e de um contrato de trabalho, a realização de um recenseamento nacional por forma a perceber qual a realidade da falta de médicos de família e, ainda, a consagração, em forma de Lei, do direito de ter e de escolher um médico de família, foram as propostas avançadas por Semedo para acabar com a falta de acesso a médicos de família.

    José Manuel Pureza também anunciou, durante a conferência de abertura das Jornadas, a proposta do Bloco para aumento das pensões mais baixas (média de 391 euros), a renegociação imediata das Parcerias Público-Privadas e a tributação da banca ao nível das restantes empresas, como forma de acabar com a “ofensiva contra os serviços públicos” e a “precarização galopante”.

    As recentes medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, conhecidas como PEC 4, mereceram, da parte do líder parlamentar do Bloco, fortes críticas recordando ainda o papel do PSD no acordo com o PS na aprovação do Orçamento de Estado e dos anteriores PEC’s, afirmando a este respeito que o “PSD convida agora os portugueses à amnésia”.

    As Jornadas Parlamentares do Bloco decorrerão até esta terça feira, dia 22 de Março, no distrito de Santarém.

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