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terça-feira, 17 de maio de 2011

E Sócrates patinou, patinou, patinou...

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O debate de ontem, entre Francisco Louçã e José Sócrates, deixou claro que o programa do PS, tal como o do PSD, mais não é do que o conjunto de medidas impostas pela troika.

A carta que Francisco Louça trouxe para o debate, onde o Governo se compromete perante o FMI a  reduzir a Taxa Social Única (com consequente aumento da taxa do IVA), expôs tudo aquilo que Sócrates se tem furtado a revelar: um programa eleitoral que mente pela omissão.

Deste debate ficará também, para memória futura, a questão da necessidade de renegociação da dívida. 
A seu tempo saberemos quem tinha razão em defendê-la desde já...
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sexta-feira, 13 de maio de 2011

E Sócrates patinou, patinou, patinou...

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O debate de ontem, entre Francisco Louçã e José Sócrates, deixou claro que o programa do PS, tal como o do PSD e o do CDS, mais não é do que o conjunto de medidas impostas pela troika.

A carta que Francisco Louça trouxe para o debate, onde o Governo se compromete perante o FMI a  reduzir a Taxa Social Única (com consequente descapitalização da Segurança Social e aumento da taxa do IVA), expôs tudo aquilo que Sócrates se tem furtado a revelar: um programa eleitoral que mente pela omissão.

Deste debate ficará também, para memória futura, a questão relativa à necessidade de se proceder à renegociação da dívida. 
A seu tempo saberemos quem tinha razão em defendê-la desde já...
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quarta-feira, 4 de maio de 2011

A arte de transformar a merda em ouro


Quando pensávamos que já tinhamos visto de tudo, eis que José Sócrates consegue protagonizar a mais vergonhosa das encenações políticas da nossa história recente.

A declaração de Sócrates ao país, ocultando a substância do acordo firmado entre o Governo e a troika (FMI, CE, BCE), mais não foi do que um desprezível, repugnante e ignóbil momento de pura demagogia política.

Os que hoje se regozijam e aplaudem as pseudo-virtudes deste acordo, os que hoje se deixaram embevecer com  as palavras do primeiro-ministro demissionário, amanhã perceberão que, apesar das pretensas faculdades alquímicas de Sócrates a pretenderem transformar em ouro, a merda continuará a ser merda.
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sábado, 25 de setembro de 2010

Ópera Bufa



O Sr. Silva Pereira revelou que as negociações mantidas entre o Sr. Sócrates e o Sr. Passos Coelho, que garantiriam a aprovação do Orçamento de Estado, haviam falhado.

O Sr. Passos Coelho, que sempre garantiu não existirem encontros secretos com o Sr. Sócrates, fica furioso e jura a pés juntos que não aprovará um novo aumento de impostos e, consequentemente, o Orçamento.

O Sr. Sócrates diz que o Sr. Silva Pereira apenas revelou publicamente o que havia sido previamente acordado como Sr. Passos Coelho.

O Sr. Sócrates revela que o Governo poderá demitir-se se o Sr. Passos Coelho não viabilizar o Orçamento.

O Sr. Soares, essa espécie de auto-coroado rei da democracia portuguesa e personagem secundária nesta intriga, apela a que o Sr. Sócrates e o Sr. Passos Coelho cheguem a um entendimento.

O Sr. João Jardim e o Sr. Santana Lopes, os habituais bobos de serviço, fazem declarações bombásticas a quem ninguém dá grande importância.

O Sr. Passos Coelho diz que nunca mais falará a sós com o Sr. Sócrates.

O Sr. Sócrates diz que as declarações do Sr. Passos Coelho são inadmissíveis e, por sua vez, o Sr. Passos Coelho diz que as declarações do Sr. Sócrates são inadmissíveis.

O Sr. Cavaco Silva, em mais uma acção de campanha eleitoral, convoca todos os partidos para discutir o problema criado pelo Sr. Sócrates e pelo Sr. Passos Coelho.

O Sr. Medina Carreira grita, em repeat, que “Portugal vai bater na parede” e chama mentirosos ao Sr. Sócrates e ao Sr. Passos Coelho.

O Sr. Rebelo de Sousa, que tem sempre opinião sobre tudo e sobre todos mas que nunca fundamenta verdadeiramente nada, apela a que o Sr. Sócrates e o Sr. Passos Coelho cheguem a um entendimento.

Os mais reputados economistas e comentadores, alguns dos quais também peritos em comentário desportivo, garantem que o FMI está quase a aterrar no Figo Maduro e pedem um entendimento urgente entre o Sr. Sócrates e o Sr. Passos Coelho.

Os jornais e as televisões não param de esmiuçar todos os detalhes da desavença entre o Sr. Sócrates e o Sr. Passos Coelho, ao mesmo tempo que garantem que aprovação do Orçamento irá mesmo acontecer…

… Enquanto o Sr. Cavaco Silva, o Sr. Sócrates e o Sr. Passos Coelho alinham os detalhes para os próximos episódios, o pessoal, que já vê enredos de má qualidade há muito tempo e já está habituado a péssimos actores, percebe que o Orçamento irá mesmo ser aprovado, que a sua vida estará cada vez mais lixada e que tudo isto não passa de uma encenação de muito má qualidade.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ignorar a realidade não a torna melhor



Perante a divulgação dos dados do Eurostat, qual a reacção do governo?
José Sócrates e a ministra  do Trabalho e da Solidariedade Social, em dia de inauguração de uma creche construída por privados, remetem-se ao mais profundo silêncio, deixando ao Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional a tarefa de nos comunicar que os dados do Eurostat é que carecem de fiabilidade.

A realidade, por muito que Sócrates dela queira fugir, é que estes números correspondem a  mais de seiscentas mil pessoas, merecedoras de mais do que um silêncio ou uma declaração absurda de um qualquer Secretário de Estado.
  

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O país a arder



Lamentamos desiludir João Cravinho, mas para nós é claro que as coisas no país estão a banhos.

Tal como é claro que Cavaco Silva e José Sócrates estão a banhos, indiferentes ao lume brando em que arde o país (no sentido literal e metafórico).

Ambos têm as suas agendas políticas bem definidas e nenhuma delas passa pela interrupção das férias para tratar de questões menores como a desagregação da Justiça ou os incêndios que lavram descontroladamente.

Em Setembro regressarão recauchutados e continuarão em silêncio, exceptuando um ou outro louvor de circunstância à bravura incansável dos bombeiros.

Sócrates e Cavaco não são responsáveis por nada. Neste país não existem responsáveis, muito menos responsáveis políticos.

A situação na Justiça será certamente causada por um qualquer mal entendido comunicacional entre hierarquias e os incêndios são apenas um inevitável fado sazonal (por isso não vale a pena discutir a falta de coordenação, de meios para os combater ou os erros na gestão florestal).

Sócrates continuará a falar de energias renováveis, de indicadores económicos favoráveis que apenas ele conhece e inaugurará mais uma inutilidade ou outra.

Cavaco continuará encerrado no seu silêncio seco e espartano, até ao anúncio formal da sua recandidatura a Belém (afinal a alteração do estatuto político dos Açores ou a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo eram bem mais graves, no entender da sua cabecinha rígida e formatada, do que o completo descrédito de um dos pilares fundamentais da democracia).

Até lá, o país continuará a arder (novamente no sentido literal e metafórico), refém das agendas políticas de Sócrates e de Cavaco.

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