Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Portugal. Mostrar todas as mensagens

sábado, 7 de julho de 2012

"Entre Línguas"








"Entre Línguas" é um documentário que mostra como ao longo da raia com Portugal existem cinco territórios que, por diversas circunstâncias históricas, decorrentes de feitos políticos, ficaram do lado espanhol da fronteira. Isto provocou que, nas províncias de Zamora, Salamanca, Cáceres e Badajoz, certas vilas, e até concelhos inteiros, conservassem uns dialetos que, apesar da falta de contato com o resto de falares galegoportugueses, conservem uma enorme semelhança com estes e em particular com o galego falado atualmente na Galiza.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Portugal é a Grécia

.


Uma das frases mais repetidas por governantes e comentadores durante o presente ano foi "Portugal não é a Grécia". Nada mais errado, as notícias sobre o êxodo grego para a Austrália ou a avalanche dos novos portugueses no Brasil demonstram bem a similitude da tragédia social que se abateu sobre estes dois países.

Se outros indicadores faltassem, os rostos dos milhares de irlandeses, gregos e portugueses que abandonam os seus países seriam suficientes para demonstrar o fracasso das intervenções do FMI e da insana austeridade imposta pelos governos europeus.

Tal como na Grécia, em Portugal nada restará quando a troika e Passos Coelho terminarem a "democratização da economia", excepto um imenso deserto construído sobre os escombros do nosso futuro.


sábado, 6 de agosto de 2011

Lido por aí... # 20

.

"O Tea Party português", artigo de opinião de José Manuel Pureza, publicado ontem no Diário de Notícias:

O debate ocorrido nos Estados Unidos a propósito do limite do endividamento foi claro: cortar em despesa social para "emagrecer o monstro" Estado, posição defendida pelos que diminuíram como nunca os encargos fiscais dos ricos e deixaram o Estado sem capacidade de atender a necessidades sociais básicas, ou reforçar a justiça fiscal para reforçar a justiça social. Obama cedeu em toda a linha e ficou refém dos fundamentalismos anti-Estado do Tea Party.

Há um Tea Party português. Não, não é um bando de extremistas redentoristas que defendem o excepcionalismo português como os seus congéneres nos Estados Unidos. O que os une ao lado de lá do Atlântico é a mesma visão do Estado como monstro que engorda sem cessar e face ao qual a única tarefa nobre é emagrecê-lo até ficar esquálido. Tudo o resto é para eles socialismo. O Governo é hoje o nosso Tea Party. Zerar o Estado - para usar o gostoso brasileirismo de pôr a zeros - é o seu dogma (salvo, registe-se, na composição dos gabinetes ministeriais e nas comissões de avaliação das finanças públicas e... bom, mas isso são detalhes).

Álvaro Santos Pereira ilustrou bem a obsessão ideológica dos nossos zeristas ao anunciar o fim do passe social. O défice das empresas de transportes públicos e a injustiça do passe social foram os argumentos de serviço para justificar a adopção de um aumento sem precedentes no preço pago pelos passageiros e da substituição do passe social por uma tarifa social para indigentes ("mais carenciados", na linguagem eufemística do Governo), acompanhada pelo pagamento de todos os demais em função dos respectivos rendimentos familiares. É uma obsessão ideológica evidente: porque nem esta política vai reduzir significativa e duradouramente o défice do sector (o que imporia ganhos de modernização e de melhoria da gestão que nem sequer são equacionados), nem ela obrigará os mais ricos a pagar mais (os mais ricos pura e simplesmente não usam transportes colectivos, pelo que só pagarão mais - muito mais - os que se situam no escalão imediatamente acima do salário mínimo). Entre a penalização de quem ganha 500 ou 600 euros e um contributo acrescido de quem ganha muitos milhares, o Governo, como o Tea Party, escolhe a primeira. Tudo ideologia em estado puro.

Na saúde como nos transportes, na luz, na água ou no gás, é claro que nem sempre menos com mais dá mais: menos famílias com mais custos dá claramente menos. Menos bem público, menos qualidade de serviço público, menos direito efectivo de todos. Seguramente mais condições para posterior privatização.

Como o do Tea Party nos Estados Unidos, o horizonte dos nossos zeristas é o da transferência da função social dos impostos para os encargos das famílias. Na boa lógica de Lavoisier, os encargos que o Estado deixa de ter no financiamento dos transportes não se evaporam, são transformados em custos para as famílias. A nossa direita, piedosa e cheia de zelos para com os pobres, clama que isto, sim, é verdadeira justiça social. À velha maneira, o tratamento dos pobres passa a ser feito numa lógica de sobrevivência e sob vigilância apertada e não numa lógica de redistribuição devida pelo reconhecimento de direitos. Os estudos mais rigorosos são claros: a pobreza em Portugal é resultado dos baixos salários. Por isso, a justiça social, tão cara ao discurso dos zeristas portugueses, é o avesso do que eles defendem: a definição de uma reserva de serviços públicos de segunda para os mais pobres dos pobres, completada pela distribuição de sobras (dos restaurantes, das farmácias, etc.) para lhes garantir a sobrevivência. Mas mantendo-os pobres.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Quem são os violentos?

.
Um vídeo, divulgado hoje, revela a existência de polícias à paisana infiltrados entre os "indignados" de Barcelona.
A  táctica é antiga e  permanece eficaz: ateia-se a violência, provoca-se uma carga policial e está montada a estratégia necessária para descredibilizar um movimento de matriz pacífica (a comunicação social encarrega-se do resto).


De  Barcelona  ao Rossio, passando por Atenas, faz sentido questionar: quem são os violentos?

domingo, 12 de junho de 2011

"Tango do Antigamente"

.
Depois dos inenarráveis discursos de Cavaco Silva e de António Barreto nas comemorações oficiais do Dia da Raça Dia de Portugal, do retro-conservadorismo dos Casamentos de Santo António e em plena contagem decrescente para o passadismo kitsch das Marchas Populares, só nos apetece ouvir isto:

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"48", um filme de Susana de Sousa Dias

.
Após uma primeira apresentação no DocLisboa 2009 e de algumas projecções esporádicas, "48" chega finalmente às salas de cinema nacionais.

O filme de Susana de Sousa Dias, vencedor de vários prémios em festivais internacionais, tem estreia agendada para a próxima quinta-feira em Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria e Almada.



domingo, 28 de novembro de 2010

Violência Doméstica, Tolerância Zero


Na semana em que se assinalou o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, o Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR divulgou os dados provisórios relativos ao ano de 2010.

Apesar dos avanços legislativos ocorridos nos últimos anos, os dados do relatório demonstram a manutenção de uma vergonhosa realidade que urge alterar:


O relatório conclui também que na maioria das situações já existiam antecedentes relativamente ao crime de violência doméstica e que, tal como nos anos anteriores, a maioria dos agressores mantinha ou havia mantido uma relação de intimidade com a vítima:


Para além da frieza dos números, é fundamental que questionemos o porquê da ineficácia das medidas de prevenção, sinalização e acompanhamento até agora implementadas.
A inversão desta realidade apenas será possível através de iniciativas legais e judiciais eficazes, garantindo a aplicação de medidas de coacção efectivas aos agressores, de modo a que exista uma real capacidade de protecção das vítimas de violência doméstica.
É também necessário que se continue a investir na (in)formação adequada das forças policiais e em campanhas nacionais que denunciem a violência doméstica como crime público, combatendo o silêncio cúmplice e conivente com que muitos ainda encaram esta questão.

Esta é também uma de luta de todos nós, homens e mulheres que se recusam a pactuar com a indeferença.

Porque há silêncios que matam, é nosso dever dizer: violência doméstica, tolerância zero!





terça-feira, 5 de outubro de 2010

Não há sangue azul, viva a República!

José Relvas proclama a República da varanda da Câmara Municipal de Lisboa
(fotografia de Joshua Benoliel - Arquivo Municipal de Lisboa)


O povo, em frente à Câmara Municipal de Lisboa, aclama a proclamação da República
(fotografia de Joshua Benoliel - Arquivo Municipal de Lisboa)



A proclamação da República, o povo em frente à Câmara Municipal de Lisboa
(fotografia de Joshua Benoliel - Arquivo Municipal de Lisboa)


A implantação da República
(fotografia do Estúdio Mário Novais - Arquivo Municipal de Lisboa)


Manifestação entusiástica de populares e de soldados da Guarda Fiscal que empunham a bandeira republicana
(fotografia de Joshua Benoliel - Arquivo Municipal de Lisboa)


A implantação da República
(fotografia do Estúdio Mário Novais - Arquivo Municipal de Lisboa)


Auto da proclamação da República Portuguesa
(fotografia do Estúdio Mário Novais - Arquivo Municipal de Lisboa)


quinta-feira, 10 de junho de 2010

Related Posts with Thumbnails