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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Colocar o lixo no local adequado




Para além de Mário Machado, outros quatro arguidos foram condenados neste julgamento - dois deles a penas de prisão efectiva (Rui Dias foi condenado a 9 anos e Fernando Massas Gonçalves a sete anos e dez meses).

Mário Machado representa a escória fascista que se propõe combater a criminalidade, expulsar imigrantes e dar enxertos de porrada a "comunas e a paneleiros".
A escória que agride e mata por meras razões raciais, em nome de uma suposta "supremacia branca"  - recorde-se que Mário Machado já havia sido anteriormente condenado por envolvimento no homicídio de Alcino Monteiro, português de origem cabo-verdiana, agredido até à morte por um grupo de skinheads no Bairro Alto, em Lisboa, na noite de 10 de Junho de 1995.

Esta é a escória que conhecemos de outras paragens e épocas históricas.
Esta é a escória que combateremos sempre e que hoje recebeu uma pequena parte daquilo que merece...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O país a arder



Lamentamos desiludir João Cravinho, mas para nós é claro que as coisas no país estão a banhos.

Tal como é claro que Cavaco Silva e José Sócrates estão a banhos, indiferentes ao lume brando em que arde o país (no sentido literal e metafórico).

Ambos têm as suas agendas políticas bem definidas e nenhuma delas passa pela interrupção das férias para tratar de questões menores como a desagregação da Justiça ou os incêndios que lavram descontroladamente.

Em Setembro regressarão recauchutados e continuarão em silêncio, exceptuando um ou outro louvor de circunstância à bravura incansável dos bombeiros.

Sócrates e Cavaco não são responsáveis por nada. Neste país não existem responsáveis, muito menos responsáveis políticos.

A situação na Justiça será certamente causada por um qualquer mal entendido comunicacional entre hierarquias e os incêndios são apenas um inevitável fado sazonal (por isso não vale a pena discutir a falta de coordenação, de meios para os combater ou os erros na gestão florestal).

Sócrates continuará a falar de energias renováveis, de indicadores económicos favoráveis que apenas ele conhece e inaugurará mais uma inutilidade ou outra.

Cavaco continuará encerrado no seu silêncio seco e espartano, até ao anúncio formal da sua recandidatura a Belém (afinal a alteração do estatuto político dos Açores ou a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo eram bem mais graves, no entender da sua cabecinha rígida e formatada, do que o completo descrédito de um dos pilares fundamentais da democracia).

Até lá, o país continuará a arder (novamente no sentido literal e metafórico), refém das agendas políticas de Sócrates e de Cavaco.

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