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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Quando a foice e o martelo se confundem com o crucifixo...

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Mas julgamos que neste momento continuamos a não ter esta questão suficientemente debatida e sedimentada na sociedade, em que o PCP também se integra, para que se altere a lei neste sentido. Assumimos nesta matéria portanto aquilo a que se poderia chamar uma posição de prudência construtiva, que pensamos ser boa conselheira quando se legisla em matérias tão complexas como esta o é.

Quero no entanto deixar claro que o nosso voto nesta matéria, seguindo idênticas posições anteriores, não significa uma posição de rejeição (e naturalmente também não de aprovação) da possibilidade de adoção por casais de pessoas do mesmo sexo, mas expressa apenas a necessidade de prosseguir o debate e o esclarecimento sobre a questão, debate em que naturalmente não enjeitamos integrar-nos.




quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vergonhoso




Se o sentido de voto da direita e da extrema-direita parlamentar era mais do que expectável, a inviabilização da proposta do PCP, por parte da bancada do PS, é simplesmente vergonhosa.
Apesar de há muito não esperarmos nada de um partido que de socialista apenas tem o nome, a votação de hoje demonstrou mais uma vez de que lado se posiciona o grupo parlamentar do PS.

Ao contrário do que ontem apelava José M. Castro Caldas, no Ladrões de Bicicletas, os deputados socialistas não se pouparam, na votação de hoje, à indignidade de institucionalizar a fuga ao fisco de quem mais pode.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Defender o indefensável


No dia em que foi conhecida a atribuição do Prémio Nobel da Paz ao activista Liu Xiaobo, escrevemos que nos era incompreensível que alguma esquerda fosse conivente com os sistemáticos ataques aos direitos humanos cometidos pelo regime chinês.

Após um longo silêncio de três dias, infelizmente confirmando aquilo que havíamos escrito, o PCP resolveu emitir o seguinte comunicado:



A cegueira ideológica do PCP não é nova nem nos causa grandes surpresas.
O que nos repugna é que o PCP, nesta sua cegueira, não se iniba de caucionar um regime ditatorial que supostamente deveria criticar.
O que nos causa asco é que as violações dos direitos humanos tenham, para o Comité Central do PCP, dois pesos e duas medidas (como sempre tiveram nas últimas décadas, em função dos países/regimes em que ocorressem).
O que nos revolta é que o PCP encare a China como uma referência do socialismo, quando todos conhecemos a realidade do trabalho escravo naquele país.
O que nos entristece é que o PCP nada tenha aprendido com os seus erros históricos, insistindo nesta sua caminhada para a completa erosão.
 
 
(Notícia aqui, aqui e aqui)
 

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