Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EUA. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de outubro de 2011

We are the 99%

.

A comunicação social finalmente descobriu que existe um movimento, iniciado em Nova Iorque e que rapidamente se está a alastrar a outras cidades dos Estados Unidos, que dificilmente poderá ser ignorado e silenciado.

Após 16 dias de protestos ininterruptos, foi necessário que 700 activistas fossem detidos para que os jornais e as televisões se dignassem a escrever algumas linhas e a divulgar algumas imagens do movimento Occupy Wall Street.

Habituem-se, os 99% vieram para ficar.




(imagem: Raina Dayne)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Occupy Wall Street, ao quarto dia de protestos continua o blackout informativo

.


Apesar do silêncio generalizado da comunicação social, o protesto Occupy Wall Street cumpre hoje o seu quarto dia consecutivo.

Tudo aquilo que as cadeias de televisão e os jornais deliberadamente ocultam, silenciando a voz dos activistas que se manifestam pacificamente  no coração de Nova Iorque e ocupam o Zucotti Park (renomeado pelos manifestantes como Liberty Plaza), pode ser acompanhado em occupywallst.org ou em livestream.com/globalrevolution.



.

sábado, 6 de agosto de 2011

Lido por aí... # 20

.

"O Tea Party português", artigo de opinião de José Manuel Pureza, publicado ontem no Diário de Notícias:

O debate ocorrido nos Estados Unidos a propósito do limite do endividamento foi claro: cortar em despesa social para "emagrecer o monstro" Estado, posição defendida pelos que diminuíram como nunca os encargos fiscais dos ricos e deixaram o Estado sem capacidade de atender a necessidades sociais básicas, ou reforçar a justiça fiscal para reforçar a justiça social. Obama cedeu em toda a linha e ficou refém dos fundamentalismos anti-Estado do Tea Party.

Há um Tea Party português. Não, não é um bando de extremistas redentoristas que defendem o excepcionalismo português como os seus congéneres nos Estados Unidos. O que os une ao lado de lá do Atlântico é a mesma visão do Estado como monstro que engorda sem cessar e face ao qual a única tarefa nobre é emagrecê-lo até ficar esquálido. Tudo o resto é para eles socialismo. O Governo é hoje o nosso Tea Party. Zerar o Estado - para usar o gostoso brasileirismo de pôr a zeros - é o seu dogma (salvo, registe-se, na composição dos gabinetes ministeriais e nas comissões de avaliação das finanças públicas e... bom, mas isso são detalhes).

Álvaro Santos Pereira ilustrou bem a obsessão ideológica dos nossos zeristas ao anunciar o fim do passe social. O défice das empresas de transportes públicos e a injustiça do passe social foram os argumentos de serviço para justificar a adopção de um aumento sem precedentes no preço pago pelos passageiros e da substituição do passe social por uma tarifa social para indigentes ("mais carenciados", na linguagem eufemística do Governo), acompanhada pelo pagamento de todos os demais em função dos respectivos rendimentos familiares. É uma obsessão ideológica evidente: porque nem esta política vai reduzir significativa e duradouramente o défice do sector (o que imporia ganhos de modernização e de melhoria da gestão que nem sequer são equacionados), nem ela obrigará os mais ricos a pagar mais (os mais ricos pura e simplesmente não usam transportes colectivos, pelo que só pagarão mais - muito mais - os que se situam no escalão imediatamente acima do salário mínimo). Entre a penalização de quem ganha 500 ou 600 euros e um contributo acrescido de quem ganha muitos milhares, o Governo, como o Tea Party, escolhe a primeira. Tudo ideologia em estado puro.

Na saúde como nos transportes, na luz, na água ou no gás, é claro que nem sempre menos com mais dá mais: menos famílias com mais custos dá claramente menos. Menos bem público, menos qualidade de serviço público, menos direito efectivo de todos. Seguramente mais condições para posterior privatização.

Como o do Tea Party nos Estados Unidos, o horizonte dos nossos zeristas é o da transferência da função social dos impostos para os encargos das famílias. Na boa lógica de Lavoisier, os encargos que o Estado deixa de ter no financiamento dos transportes não se evaporam, são transformados em custos para as famílias. A nossa direita, piedosa e cheia de zelos para com os pobres, clama que isto, sim, é verdadeira justiça social. À velha maneira, o tratamento dos pobres passa a ser feito numa lógica de sobrevivência e sob vigilância apertada e não numa lógica de redistribuição devida pelo reconhecimento de direitos. Os estudos mais rigorosos são claros: a pobreza em Portugal é resultado dos baixos salários. Por isso, a justiça social, tão cara ao discurso dos zeristas portugueses, é o avesso do que eles defendem: a definição de uma reserva de serviços públicos de segunda para os mais pobres dos pobres, completada pela distribuição de sobras (dos restaurantes, das farmácias, etc.) para lhes garantir a sobrevivência. Mas mantendo-os pobres.


domingo, 12 de dezembro de 2010

WikiLeaks - coisas que José Sócrates gostaria que não soubéssemos






WikiLeaks - coisas que o BCP e o Governo gostariam que não soubéssemos



1 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Teresa Lewis, 41 anos


Qual a diferença entre uma mulher condenada à morte no Irão e nos Estados Unidos?

Qual a diferença entre uma injecção letal e um apedrejamento?

Qual a diferença entre um condenado à morte num dos 35 estados americanos que ainda têm pena capital e um condenado à morte em Teerão?

Qual a diferença entre Teresa Lewis e Sakineh Mohammad Ashtiani?

Qual a diferença entre uma execução nos Estados Unidos, no Irão, na China, na Arábia Saudita, no Paquistão ou em qualquer outro dos países onde existe pena de morte?

Qual é a diferença quando a barbárie é a mesma?



(imagem da autoria de Mykaïa, retirada aqui)


Related Posts with Thumbnails