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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Crédito do BPN à Amorim Energia - algumas perguntas que continuam sem resposta













 


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os esqueletos que Cavaco esconde no armário: negócio da vivenda envolve empresa do grupo SLN



Dando seguimento à notícia divulgada na edição da semana passada (disponível aqui), a Visão revela hoje mais pormenores relativos ao negócio da vivenda de Cavaco Silva:



No dia 17 de fevereiro de 1999, quarta-feira de cinzas, dava entrada na Conservatória do Registo Predial de Albufeira a aquisição do lote 18 da Urbanização da Aldeia da Coelha. Uma permuta entre o casal Aníbal e Maria Cavaco Silva e a empresa Constralmada - Sociedade de Construções, Lda, atesta a passagem da propriedade para o atual Presidente da República. No registo não se encontra, como a VISÃO noticiou na edição de 13 deste mês , a escritura pública que contratualiza a permuta. Ou seja, não se pode apurar, e Cavaco Silva não esclarece, o que deu em troca dos dois lotes de terreno (os antigos lotes 18 e 19 do loteamento inicial, correspondentes ao atual lote 18, e o "edifício composto por cave, rés-do-chão e 1º andar, do tipo T-6, com logradouro" de 1891 metros quadrados).

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Mais notícias sobre este assunto aqui e aqui.
 
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os esqueletos que Cavaco esconde no armário


A edição desta semana da revista Visão, revela-nos a existência de um pequeno remanso algarvio, onde a nata da fraude do BPN convive paredes meias com o actual presidente da república. 

É um facto que cada um escolhe os amigos que quer, mas poucos têm a possibilidade de ser tão convenientemente selectivos, em termos de vizinhança, como o actual presidente da república:

Perante a notícia, Cavaco Silva nada comenta.
Para o candidato presidencial, tudo na aldeia de luxo do cavaquistão é normal e nada carece de explicações, nem mesmo a inexistência de escrituras, as obscuras sociedades sediadas em off-shores, as permutas convenientemente efectuadas...

Quando as notícias sobre as mais valias decorrentes da venda das acções da SLN voltaram a encher manchetes, Cavaco Silva optou pela mesma pose majestática de auto-proclamado soberano da honestidade nacional.

Face ao escrutínio público, Cavaco insistiu na estratégia habitual do "não comento", do "está tudo no site da presidência" e da amnésia selectiva. Pelo caminho, entre um e outro ensaiado banho de multidão, ainda teve a soberba de apelidar o confronto político de "campanha suja" e "ataque pessoal", recorrendo à vitimização como forma de defesa.

Apesar da erosão resultante das nebulosas que se adensam em torno de si, Cavaco Silva sabe que o silêncio é a sua melhor arma.
O silêncio sempre foi a melhor arma dos que têm armários cheios de esqueletos, como cada vez é mais evidente no caso do candidato presidencial apoiado pela direita.




(Vídeo retirado do blogue Tabus de Cavaco)

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Se não fosses idiota, o que gostarias de ter sido? (parte VII)



Vídeo sacado ao blogue Minoria Relativa, onde o "mísero professor" efabula, de forma patética, sobre o lucro de 140% obtido com a venda das acções da SLN...


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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ideias para 2011: derrotar Cavaco Silva nas eleições presidenciais



E antes que o ano termine, vale a pena ler os textos de Sérgio Lavos e de Daniel Oliveira, "A esfinge de areia" e "Os silêncios e as palavras de Cavaco", ambos publicados no Arrastão:

A esfinge de areia

Cavaco Silva, o presidente que cedeu ao frete de ser candidato, perdeu claramente os quatro debates para as presidenciais. Se por acaso as televisões tivessem convidado José Manuel Coelho para a festa, também teria grandes probabilidades de perder. Alguém que não conhecesse o panorama nacional e o visse ontem frente a Manuel Alegre com o som do televisor em baixo poderia jurar estar perante um homem com um longo caminho a percorrer nas sondagens, alguém crispado, lutando furiosamente para se manter à tona de água no combate eleitoral. Alegre, em contraste, exibiu à vontade e uma calma surpreendente, soberana. Cavaco, o estadista lusitano, o homem da providência nacional, foi empurrando para o canto do ringue sucessivamente por Francisco Lopes, Fernando Nobre e, humilhação suprema, Defensor Moura. Manuel Alegre limitou-se a gerir os pontos fracos: os amigos no BPN e as acções que aqueles lhe venderam, o devaneio das escutas-fantasma, a tibieza perante chefes-de-estado de países com uma economia emergente. Alegre poderia, inclusive, ter ido muito mais longe: a insistência numa pose acima da sujeira da política é a principal característica de Cavaco, e é não por ter escolhido deliberadamente essa pose, mas por ser obrigado a isso, por não poder ser de outro modo. São evidentes as dificuldades na oratória, na exposição de ideias, na coerência do discurso. Poderíamos discutir a pertinência destas qualidades, se pensarmos no modelo do político moderno, brilhante na imagem e vazio nas ideias (Tony Blair será um dos melhores exemplos). O problema é que esta ausência de qualidades de tribuno nada esconde, nem o brilhantismo do técnico esforçado nem a competência do ordeiro burocrata; este brilhantismo é uma ilusão, uma crença infundada das almas torturadas dos seus apoiantes. O tempo que passou à frente do governo do país é a prova: um consulado de dez anos em que se limitou a aplicar o rio de fundos europeus em áreas de reduzida importância estratégica, a agravar o peso do Estado até se tornar incomportável para a dimensão do país, a lançar as raízes das dificuldades estruturais que temos sentido nos últimos anos. Cavaco Silva é o espelho da nossa alma: baço, aplicado mas sem rasgos, calando-se perante poderes mais fortes, um clone enfraquecido ou uma memória distante do português provinciano e poupadinho que tomou conta dos destinos do país durante quarenta anos, o Salazar do descontentamento da pátria e da alegria triste de muitos dos mais fervorosos adeptos desta pálida cópia. O silêncio de Cavaco, tantas vezes elogiado pelos seus apaniguados, não oculta uma qualquer sabedoria salvífica - nem os poderes do presidente lhe permitiriam isso, ao contrário do que ele nos quer fazer crer; o silêncio de Cavaco é uma máscara que cobre o vazio de ideias de quem nada tem de original para dizer. E basta um qualquer Defensor Moura (e escrevo isto com todo o respeito) para o expor. Mas sim, ele lidera as sondagens. E a única maneira de evitar uma maioria de direita, uma hidra bicéfala Passos Coelho/Cavaco, é não votar nele. Nós não o merecemos; muito mais, merecemos muito mais.


Os silêncios e as palavras de Cavaco

Ainda o debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre. Um dos poucos momentos que deu que falar foram as críticas do Presidente à Caixa Geral de depósitos na gestão que está a fazer do BPN. A comparação que fez com a situação inglesa, quando se está, em Portugal, a falar de um caso de polícia, deixa claro para todos que o suposto rigor técnico de Cavaco não tem correspondência com a realidade. Já tinhamos observado isso mesmo quando, com o maior dos descaramentos, explicava, no tom professoral do costume, que o negócio da ponte Vasco da Gama não era uma Parceria Público-Privado.

Quando os seus amigos andavam a brincar com o fogo no BPN, Cavaco Silva ficou calado. Quando o caso rebentou, ficou em silêncio. Quando o seu ex-ministro Dias Loureiro mentiu ao Parlamento veio em sua defesa para o tentar segurar no Conselho de Estado. Quando o BPN foi nacionalizado, deixando de fora a SLN, concordou e calou-se.

Quando resolve falar Cavaco Silva? Agora. Para criticar quem afundou o BPN num buraco de pelo menos cinco milhões de euros? Não. Para assumir que Dias Loureiro e Oliveira e Costa tiveram um comportamento vergonhoso? Não. O Presidente abre a boca pela primeira vez sobre o caso BPN para atacar quem, mal ou bem, recebeu o presente envenenado.

Cavaco Silva não consegue disfarçar a sua dificuldade em falar sobre este caso de mãos livres. O descaramento desta acusação - que demonstra também a sua irresponsabilidade institucional - prova que não é, nesta matéria, um homem livre. Um dia saberemos porquê.


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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és...



“Dias Loureiro garantiu-me solenemente que não cometeu qualquer irregularidade nas funções que desempenhou em empresas ligadas ao grupo BPN. Não tenho qualquer razão para duvidar da sua palavra”.

Cavaco Silva, Presidente da República, a 25 de Novembro de 2008, após reunião com Dias Loureiro

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

E que tal se o candidato Cavaco Silva nos explicasse este "pequeno negócio entre amigos"?



O grupo SLN/BPN foi durante 10 anos um complexo político-financeiro que fazia circular e distribuía muitos milhões de euros a alguns administradores, accionistas e grandes clientes. Tratava-se de uma elite privilegiada e escolhida pela cor político-partidária, no caso concreto, o laranja do PSD cavaquista. 

Estes financiamentos de favor assumiram diversas modalidades, entre as quais o pagamento de comissões e prémios, empréstimos sem garantias e muito menos pagamento e a compra e venda de acções. 

No caso da compra e venda de acções – como o caso revelado nestas páginas - a administração da SLN convidava o futuro accionista a adquirir uns milhões de acções, sendo muitas vezes o próprio BPN a financiar a compra. Ao mesmo tempo, a SLN e o accionista subscreviam um contrato de promessa de recompra das acções pela SLN, no qual se definia à partida a mais-valia garantida ao accionista nesta segunda transacção, um lucro chorudo e sem qualquer risco, obviamente remunerado com taxas superiores às praticadas à época noutras aplicações financeiras. Enfim, bons amigos, bons negócios. 

Como a SLN não estava cotada em bolsa, o valor das acções nestas operações de compra, venda e revenda era determinado pela administração do grupo, pelo presidente Oliveira e Costa, um “esquema” sustentado em relações de favor entre gente amiga. 

Ao longo de 10 anos, foram muitos os que beneficiaram destes favores de Oliveira e Costa, desta forma muito fácil de “fazer dinheiro”, ganhando em pouco tempo muito dinheiro, sem correr qualquer risco. A comissão de inquérito ao BPN identificou vários destes felizes contemplados com a “generosidade” de Oliveira e Costa. A própria comunicação social relatou diversos casos, entre os quais o de Cavaco Silva e da filha, situações que continuam por esclarecer inteiramente. 

Em carta de 2003 à SLN, Cavaco «ordenou» a venda das suas acções, no que foi imitado pela filha, em cartas separadas endereçadas ao então presidente da administração da SLN, José Oliveira Costa. Este determinou que as 255.018 acções detidas por ambos fossem vendidas à SLN Valor, a maior accionista da SLN, na qual participam os maiores accionistas individuais desta empresa, entre os quais o próprio Oliveira Costa. 

Da venda resultaram 72 mil contos de mais valias para ambos. Cavaco não podia «ordenar» a venda das acções (porque não eram transaccionáveis na bolsa), mas apenas dizer que as queria vender, se aparecesse algum comprador para elas. Mas o comprador apareceu, disposto a pagar 1 euro e 40 cêntimos de mais valia por cada acção detida pela família Cavaco, quando as acções nem cotação tinham no mercado. 

Sobre esta e outras operações, persistem por responder algumas interrogações pertinentes:

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