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domingo, 8 de janeiro de 2012

Seminário Internacional: Manifestos & Manifestações - Política, Linguagem e Revolta (20 e 21 de Janeiro, Teatro Maria Matos)

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Seminário internacional
MANIFESTOS & MANIFESTAÇÕES
Política, Linguagem e Revolta
20 e 21 de Janeiro de 2012
Teatro Maria Matos
 
Um pouco por todo o mundo, no último ano e meio, têm vindo a multiplicar-se as movimentações sociais e os conflitos políticos: manifestações, ocupações, motins, acampadas e revoluções, diversas nas suas motivações, formas e efeitos, tal como nas linguagens em que se produzem e exprimem. Não será certamente fácil descortinar um traço contínuo que percorra tamanha variedade. A primeira tentação é o recurso à «crise» como factor explicativo, uma certa ideia difusa de crise, imagem de um mundo que colapsa e se transfigura, mas um olhar mais próximo sobre cada um destes episódios facilmente descobre não uma mas sim múltiplas crises, inúmeros fragmentos de práticas sociais, de experiências políticas, de ideias e ideologias, que se afirmam e/ou rejeitam. Citando, inventando ou transformando conceitos, expressões e imagens com proveniências muito diversas, de antigas tradições populares a uma nova linguagem mediática e cibernética, de repertórios de contestação próprios dos movimentos sociais da modernidade aos termos dos mais recentes debates teóricos, os acontecimentos que hoje vivemos parecem dispensar uma espécie de metalinguagem que os descreva ou os interprete. É neste contexto que a Unipop e o Teatro Maria Matos organizam um seminário de debate sobre a relação entre a palavra e a política, tomando como ponto de partida a discussão sobre a natureza, os limites e as vantagens de uma das formas mais consagradas por que a palavra se faz política, a forma-manifesto, e como ponto de chegada os manifestos, discursos e palavras que têm sido elaborados nas revoltas e revoluções em curso. Para este efeito, reunimos um conjunto de activistas, militantes e teóricos de diferentes proveniências.

A participação no seminário é livre, mas pede-se aos interessados que efectuem uma inscrição prévia, enviando, até dia 18 de Janeiro, um e-mail com o nome para cursopcc@gmail.com.

Sexta-feira, 20 de Janeiro
 
18h – Apresentação do seminário, pela Unipop

18h15 – Conversa: O que é um manifesto?

Em Império, obra já apelidada de «manifesto comunista para o século XXI», Antonio Negri e Michael Hardt, retomando a discussão de Louis Althusser sobre os pontos de contacto entre O Príncipe, de Maquiavel, e o Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels, ensaiam uma definição da forma-manifesto: «Nos nossos dias, um manifesto, um discurso político, deveria aspirar a preencher (…) a função de um desejo imanente que organiza a multidão. Não há aqui, em última instância, nem determinismo nem utopia [como sucederia, respectivamente, com O Príncipe e com o Manifesto do Partido Comunista]: trata-se antes de um contrapoder radical, ontologicamente assente não em qualquer “vazio para o futuro”, mas na actividade real da multidão, sua criação, sua produção e seu poder». Nesta conversa com Antonio Negri pretende-se reflectir sobre o papel do manifesto e a sua relação com a prática política, designadamente à luz das características do ciclo de revoltas do último ano e meio, por ele saudadas como levantamentos insusceptíveis de produzir novas lideranças.
 
Antonio Negri, filósofo italiano. Autor, entre outros, de Império, Multidão e Commonwealth, com Michael Hardt.
 
20h30 – Mesa de Comunicações: A política das palavras
A construção de alternativas políticas tem implicado tentativas de rejeitar, reivindicar ou ressignificar determinadas palavras, num jogo que tanto se trava a nível de conceitos monumentais, como por exemplo democracia, liberdade ou terrorismo, como a nível de expressões mais particulares, como por exemplo em «geração (à) rasca». Estas possibilidades políticas das palavras têm sido, todavia, confrontadas com outras alternativas que frequentemente se fundamentam na crítica ao imperialismo da palavra na política, o qual tornaria esta última a uma ordem emocional particularmente acalentada, por exemplo, em projectos populistas ou em acções directas.

Bruno Monteiro, sociólogo e investigador do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Raúl Sánchez Cedillo, licenciado em Filosofia. Tem trabalhado, desde 2000, em projectos de autoeducação, em Madrid. Membro da Universidad Nómada.

Judith Revel, filósofa francesa. Tem trabalhado sobre o pensamento de Michel Foucault e publicado livros e artigos em torno da relação entre a filosofia da linguagem e a literatura nos anos 1950-60 e da passagem da biopolítica à subjectivação entre o final dos anos 1970 e o início dos anos 1980.
 
Sábado, 21 de Janeiro

10h – Oficina: Para um Dicionário das Revoltas Actuais
 
Discussão a partir de um conjunto de manifestos, panfletos e textos reunidos num arquivo vivo do actual ciclo de revoltas e revoluções, procurando discernir pontos de contacto e de contraste entre as revoluções árabes, os protestos na Europa do Sul e nos Estados Unidos ou, ainda, os motins de Londres.
 
António Guerreiro, crítico no jornal Expresso, tradutor e ensaísta.
 
Tomás Herreros, professor de Ciência Política Universidade Aberta da Catalunha. Membro da Universidad Nómada.
 
Miguel Cardoso, doutorando em Literatura Inglesa em Birkbeck College, University of London. Membro da Unipop.

11h45 – Mesa-redonda: O Movimento dos Indignados – Balanço e Perspectivas
 
Em Espanha, mas também em Portugal e um pouco por todo o mundo, de Israel aos Estados Unidos, os últimos meses viram emergir uma nova realidade no espaço político e social a que se tem chamado o movimento dos indignados. Este debate visa fazer um balanço dessa experiência e lançar perspectivas de futuro, reunindo-se para o efeito intervenientes nas lutas que têm decorrido em cidades ibéricas, do Porto a Barcelona, passando por Lisboa e Madrid.
 
Paulo Raposo, antropólogo, professor no Departamento de Antropologia do ISCTE.
 
Gui Castro Felga, arquitecta.
 
Javier Toret, investigador e esquizoanalista. Activista do movimento Democracia real ya!, em Barcelona e Membro da Universidad Nómada.
 
Ricardo Noronha, investigador do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Membro da Unipop

 

Mais informações em: unipop.webnode.pt
 
 

domingo, 10 de julho de 2011

Hoje: Encontro Internacional sobre o movimento de indignação e revolta na Europa

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I Parte

Retrato da Situação Europeia

Prioridades

Estratégias de mobilização e Protesto

15h Introdução

15h05 Gunnar Sigurdsson (Open Civic Forum of Iceland)

15h25 Grécia (Comissão Internacional Praça Syntagma Athenas – Alex Theodorakis, Stella Papadaki, Labros Moustakis)

15h45 Espanha* (Acampada Salamanca – Catarina Santos)

16h05 Bélgica (Acampada Bruxelas – Ben Borges)

16h25 Inglaterra (Acampada Brighton – Tamara)

16h45 Portugal: Acampadas de Aveiro, Coimbra, Faro e Lisboa

17h30 Pausa

*Ainda por confirmar Acampadas de Badajoz, Madrid e Barcelona


II Parte

Dívida, Auditoria e Planos de Austeridade

Novas formas de participação democrática

17h45 Ainda por confirmar – Stephanie Jaquemont (Representante do secretariado internacional do CADTM)

18h20 Gunnar Sigurdsson (Open Civic Forum of Iceland)

18h40 Grupos e movimentos portugueses: ATTAC, UNCUT, Precários Inflexíveis, M12M, 15M, 19M

19h35 Debate aberto

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Reviralho - ciclo de conferências


Ciclo de conferências
Luta armada e Resistência Republicana: 
O Reviralho (1926-1940)

Local: Livraria Ler Devagar (Lisboa)

Entidades promotoras: NAM – Isabel do Carmo e IHC – Fernando Rosas

Apoio: Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Coordenação Científica: Luís Farinha

5ª feiras – às 21h e 30m



28 Outubro – Fernando Rosas

A Queda da República e a instauração da Ditadura Militar


04 Novembro - Luís Farinha

Revoltas Republicanas contra a Ditadura Militar e o Estado Novo (1926-1940)


11 Novembro  – Irene Pimentel

A Ditadura Militar – a tomada do poder e os instrumentos de repressão


18 Novembro – Susana Martins

Exílio e deportação (1926-1940)


25 Novembro - João Madeira

Sindicalismo livre e movimentos sociais na crise do Estado liberal




sábado, 16 de outubro de 2010

NATO para quê?



Conferência "NATO para quê?" 

Lisboa, ISCTE (Edifício II), dias 16 e 17 de Outubro (sábado e domingo)

Programa completo em: http://www.cultra.pt/

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lisboa é de todos



Conforme afirmam os promotores da iniciativa, pelo segundo ano consecutivo será possível viajar pelo mundo sem sair de Lisboa.

Durante quatro dias, de 16 a 19 de Setembro, a segunda edição do festival "Todos - Caminhada de Culturas" toma conta do Martim Moniz, da Mouraria, do Intendente e dos Anjos.

Numa celebração da multiculturalidade existente nesta zona da cidade, os eventos dispersam-se por diversos espaços, envolvendo moradores, associações locais, criadores culturais e todos os que nestes dias se lhes queiram juntar.

Da música de Aldina Durate ou da Kocani Orkestar, passando pelo circo Romanès - Paradis Tzigane e por lições de gastronomia, a programação é variada e inclui ainda literatura, dança, exposições, cinema e teatro.

A entrada é gratuita em todos os eventos e os detalhes da programação, incluindo horários e locais, poderão ser consultados em todoscaminhadadeculturas.blogspot.com

O convite está feito.

Nós vamos, e tu?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vamos!




Parafraseando as palavras de José Afonso, um conjunto de cidadãos sentiu-se obrigado a ir para a rua gritar. Desta necessidade de pensar e discutir colectivamente esta crise, e as suas falácias, nasceu a iniciativa "Vamos!".

O Manifesto da iniciativa, divulgado na passada segunda-feira, diz-nos ao que vêm e o que pretendem os seus subscritores:

Desemprego acima de 10%, precarização generalizada, cortes em todos os apoios sociais e nos serviços públicos, ataque ao subsídio de desemprego, aumento da pobreza...Pode-se viver assim? Como aceitar sempre mais sacrifícios para vivermos sempre pior? Como chegámos aqui?

Os banqueiros e os especuladores jogaram com o nosso dinheiro: crédito fácil, especulação imobiliária, fraudes de gestão. Quando ficaram a descoberto, em 2008, não gastaram nada de seu. Chamaram os Estados e, dos nossos impostos, receberam tudo quanto exigiram. Então deram o golpe: com o dinheiro recebido a juros baixos, compraram títulos da dívida pública, a dívida do mesmo Estado que os salvou. Agora, o Estado, para pagar os altíssimos juros dos títulos da sua dívida, vai buscar dinheiro aos bolsos de quem trabalha: mais impostos, menos salário, cortes de todo o tipo, privatizações...

Estamos perante uma gigantesca transferência de riqueza dos mais pobres para os mais ricos. Dentro de cada país. E dos países mais pobres da Europa para os países mais ricos - numa Europa submissa e agachada defronte dos mercados especuladores. Duas palavras enchem os nossos dias: "dificuldades" e "sacrifícios". São palavras para nos silenciar. Pois não nos calaremos. Não fomos nós, trabalhadores de toda a Europa, quem fez esta crise. Quem a fez foi quem nunca passa por "dificuldades" e recusa sempre quaisquer "sacrifícios". Foram os especuladores que nada produzem, os bancos que não pagam os impostos que devem, as fortunas imensas que não contribuem. Para eles, a crise é um novo e imenso negócio.






Para além do Manifesto, são já conhecidas as 4 iniciativas públicas que, durante 4 semanas, devolverão à rua o seu estatuto de espaço de debate político:

Dia 16 de Setembro
Acabar com a Pobreza + Justiça na redistribuição da riqueza

Dia 23 de Setembro
Democracia? Só com cidadania e bons serviços públicos

Dia 30 de Setembro
Outra economia com direitos no trabalho

Dia 7 de Outubro
Globalizar e garantir a paz e a solidariedade

Sendo uma iniciativa aberta a todos, os interessados poderão seguir os seus desenvolvimentos e obter mais pormenores em vamos2010.blogspot.com
 
 

sábado, 21 de agosto de 2010

100 cidades contra a lapidação


Lisboa irá unir-se ao apelo lançado pelo International Committee Against Execution, aderindo à iniciativa "100 Cities Against Stoning". 

No próximo dia 28 de Agosto, 100 cidades de todo o mundo protestarão contra a lapidação e a pena de morte.

A concentração, em Lisboa, será no Largo de Camões, às 18:00h.


Mais informações aqui:

http://www.facebook.com/group.php?gid=141916059181306&v=info

http://notonemoreexecution.org/100-cities-against-stoning/
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