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sábado, 29 de outubro de 2011

A música portuguesa a gostar dela própria

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Adufeiras de Monsanto - "Marcelada"



Mão Morta - "Novelos da Paixão"



Maria José Ramos Carvalho - "José Embala o Menino"

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria é mais do que um mero site ou um canal de vídeos no Vimeo. O projecto do cineasta Tiago Pereira é um precioso espólio e uma celebração da diversidade musical portuguesa.

De Mão Morta ao Grupo de Folclore do Porto Santo, de Né Ladeiras a Linda Martini, de António Pinho Vargas às Adufeiras de Monsanto, de Noiserv ao Ti Zé Maria Fernandes, existe todo um património musical a descobrir e explorar em A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria.

A Música Portuguesa A Gostar Dela Própria está aí, à distância de um clique. Garantimos que vale a pena a visita.



António Pinho Vargas - "June"



Né Ladeiras com Winga - "Anda Jaleo"



Roncos do Diabo - "Repasseado de Rio de Onor"


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Agora já não tens desculpa para não leres o que a troika, o PS, o PSD e o CDS te reservaram para os próximos anos

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Graças aos autores do blogue Aventar, a quem desde já agradecemos a iniciativa, o memorando da troika encontra-se integralmente traduzido para português - a tradução pode ser lida/descarregada aqui.

Agora já não tens desculpa para não leres/conheceres o que a troika, o PS, o PSD e o CDS te reservaram para os próximos anos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Manifesto dos economistas aterrorizados



A Associação Francesa de Economia Política lançou um documento onde se analisa a crise europeia e se avançam propostas alternativas às medidas que os diversos governos europeus têm seguido.

O documento, intitulado "Manifesto dos economistas aterrorizados", encontra-se agora traduzido em português, podendo ser lido no Arrastão.

Numa altura em que os orgãos de comunicação social se encontram monopolizados por comentadores, economistas e protagonistas políticos que debitam diariamente as mesmas teses da inevitabilidade e da ausência de alternativa às políticas adoptadas pelos governos da UE, a leitura e divulgação deste Manifesto é fundamental para quem se recusa a afinar pelo diapasão do bloco central e de Medina Carreira & Companhia.



segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lisboa é de todos



Conforme afirmam os promotores da iniciativa, pelo segundo ano consecutivo será possível viajar pelo mundo sem sair de Lisboa.

Durante quatro dias, de 16 a 19 de Setembro, a segunda edição do festival "Todos - Caminhada de Culturas" toma conta do Martim Moniz, da Mouraria, do Intendente e dos Anjos.

Numa celebração da multiculturalidade existente nesta zona da cidade, os eventos dispersam-se por diversos espaços, envolvendo moradores, associações locais, criadores culturais e todos os que nestes dias se lhes queiram juntar.

Da música de Aldina Durate ou da Kocani Orkestar, passando pelo circo Romanès - Paradis Tzigane e por lições de gastronomia, a programação é variada e inclui ainda literatura, dança, exposições, cinema e teatro.

A entrada é gratuita em todos os eventos e os detalhes da programação, incluindo horários e locais, poderão ser consultados em todoscaminhadadeculturas.blogspot.com

O convite está feito.

Nós vamos, e tu?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vamos!




Parafraseando as palavras de José Afonso, um conjunto de cidadãos sentiu-se obrigado a ir para a rua gritar. Desta necessidade de pensar e discutir colectivamente esta crise, e as suas falácias, nasceu a iniciativa "Vamos!".

O Manifesto da iniciativa, divulgado na passada segunda-feira, diz-nos ao que vêm e o que pretendem os seus subscritores:

Desemprego acima de 10%, precarização generalizada, cortes em todos os apoios sociais e nos serviços públicos, ataque ao subsídio de desemprego, aumento da pobreza...Pode-se viver assim? Como aceitar sempre mais sacrifícios para vivermos sempre pior? Como chegámos aqui?

Os banqueiros e os especuladores jogaram com o nosso dinheiro: crédito fácil, especulação imobiliária, fraudes de gestão. Quando ficaram a descoberto, em 2008, não gastaram nada de seu. Chamaram os Estados e, dos nossos impostos, receberam tudo quanto exigiram. Então deram o golpe: com o dinheiro recebido a juros baixos, compraram títulos da dívida pública, a dívida do mesmo Estado que os salvou. Agora, o Estado, para pagar os altíssimos juros dos títulos da sua dívida, vai buscar dinheiro aos bolsos de quem trabalha: mais impostos, menos salário, cortes de todo o tipo, privatizações...

Estamos perante uma gigantesca transferência de riqueza dos mais pobres para os mais ricos. Dentro de cada país. E dos países mais pobres da Europa para os países mais ricos - numa Europa submissa e agachada defronte dos mercados especuladores. Duas palavras enchem os nossos dias: "dificuldades" e "sacrifícios". São palavras para nos silenciar. Pois não nos calaremos. Não fomos nós, trabalhadores de toda a Europa, quem fez esta crise. Quem a fez foi quem nunca passa por "dificuldades" e recusa sempre quaisquer "sacrifícios". Foram os especuladores que nada produzem, os bancos que não pagam os impostos que devem, as fortunas imensas que não contribuem. Para eles, a crise é um novo e imenso negócio.






Para além do Manifesto, são já conhecidas as 4 iniciativas públicas que, durante 4 semanas, devolverão à rua o seu estatuto de espaço de debate político:

Dia 16 de Setembro
Acabar com a Pobreza + Justiça na redistribuição da riqueza

Dia 23 de Setembro
Democracia? Só com cidadania e bons serviços públicos

Dia 30 de Setembro
Outra economia com direitos no trabalho

Dia 7 de Outubro
Globalizar e garantir a paz e a solidariedade

Sendo uma iniciativa aberta a todos, os interessados poderão seguir os seus desenvolvimentos e obter mais pormenores em vamos2010.blogspot.com
 
 

domingo, 4 de julho de 2010

Exigir justiça



"Cultura contra a impunidade" é um vídeo onde 15 actores, cineastas, músicos e escritores dão a voz a 15 republicanos fuzilados durante a guerra civil espanhola e a ditadura franquista.

La Plataforma contra la impunidad del franquismo continua a sua  luta pela memória das vítimas e contra a impunidade dos crimes cometidos pelo franquismo.

Nós também não esquecemos, nós também exigimos justiça.

sábado, 26 de junho de 2010

(Re)descobrir o passado recente



Raramente o país se olha ao espelho e, quando o faz, poucas vezes gosta do reflexo que vê.
Temos medo da memória colectiva, dos "fantasmas" guardados nos armários, de tudo o que possa agitar a nossa "brandura social".
Abordamos a ditadura salazarista com pinças, branqueando-a, tornando-a "suave" quando comparada com outras além fronteiras.
Raramente revisitamos a guerra colonial, as suas consequências numa geração inteira quase não existem na nossa literatura e no cinema.
Temos um medo colectivo de enfrentar a realidade, de analisar as convulsões históricas, de interpretar o presente à luz de acontecimentos passados.
Não gostamos de confrontos ideológicos, de movimentações sociais, de radicalismos políticos, de assumir posições divergentes.
Preferimos a tepidez do silêncio e da negação.

É neste contexto que iniciativas como a do site da Associação Memoriando nos permitem (re)descobrir parte do nosso passado recente, sem receios de falta de distanciação temporal face aos acontecimentos e aos protagonistas.
Criado com o apoio do Instituto Internacional de História Social da Holanda, especializado em lutas sociais, o site documenta a história das Brigadas Revolucionárias (BR) e do Partido Revolucionário do Proletariado (PRP), disponibilizando informação e documentação cedidas pelos próprios intervenientes destes movimentos anti-fascistas.

Um site a explorar, sem preconceitos ideológicos.

domingo, 13 de junho de 2010

Um bom capricho, que não precisa de outros adjectivos...


Para assinalar o primeiro ano da sua eleição como eurodeputado, na lista do Bloco de Esquerda, Rui Tavares lança um projecto de bolsas financiadas através dos seus próprios rendimentos.


Nesta casa saudamos a iniciativa e louvamos o "capricho" do Rui Tavares.

Mais informações disponíveis em ruitavares.net


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