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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Entre um ditador e um cardeal não existem grandes diferenças

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À mulher solteira que vive sem família, ou tendo de sustentar família, acho que devem ser dadas todas as facilidades legais para prover ao seu sustento e ao sustento dos seus. Mas a mulher casada, como o homem casado, é uma coluna da família, base indispensável de uma obra de reconstrução moral. Dentro do lar, claro está, a mulher não é uma escrava. Deve ser acarinhada, amada e respeitada, porque a sua função de mãe, de educadora dos seus filhos, não é inferior à do homem. Nos países ou nos lugares onde a mulher casada concorre com o trabalho do homem – nas fábricas, nas oficinas, nos escritórios, nas profissões liberais – a instituição da família, pela qual nos batemos como pedra fundamental duma sociedade bem organizada, ameaça ruína … Deixemos, portanto, o homem a lutar com a vida no exterior, na rua … E a mulher a defendê-la, a trazê-la nos seus braços, no interior da casa…

António de Oliveira Salazar, em entrevista a António Ferro


 

Cardeal Manuel Monteiro de Castro, em entrevista ao Correio da Manhã

sábado, 18 de dezembro de 2010

Pergunta natalícia

Com o frio que está, o que leva esta gente a pendurar criancinhas semi-nuas nas janelas e varandas?



sábado, 27 de novembro de 2010

Mais papistas do que o papa


Na semana em que o papa admitiu a utilização de preservativo em "certos casos", a Conferência Episcopal Espanhola apressou-se a reafirmar a habitual posição da ICAR, defendendo que a utilização do preservativo ocorre sempre "num contexto de imoralidade".

É mesmo caso para afirmar que, para os bispos espanhóis, todo o esperma continua a ser sagrado...

sábado, 6 de novembro de 2010

Para Bento XVI, no tempo da ditadura franquista é que era...


Bento XVI, que hoje iniciou uma visita de dois dias a Santiago de Compostela e a Barcelona, lamentou que o confronto entre “a fé e a modernidade” seja “tão aceso” entre espanhóis.

Numa clara manifestação saudosista dos gloriosos tempos do franquismo, onde o catolicismo era a religião oficial do estado, Bento XVI criticou o secularismo crescente, comparando-o ao anticlericalismo da Segunda República Espanhola.

Como era de esperar, da santíssima cloaca papal não se ouviu nenhuma crítica à ditadura franquista nem à estreita colaboração da Igreja com regime de Franco.

Tal como muitos galegos e catalães, que têm sabido receber o Papa de forma condigna, também nós fazemos questão em não pactuar com o obscurantismo da ICAR, recuperando algumas imagens que demonstram bem de que lado esteve/está a Igreja Católica em Espanha:




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Algo que gostaríamos de ter visto também por cá...



Enquanto que em Portugal as "personalidades" da cultura e da ciência foram prestar vassalagem a Bento XVI, no "célebre" encontro do CCB, no Reino Unido 50 personalidades fizeram questão de dar as "boas-vindas" ao Papa, através de uma carta publicada hoje no jornal  Guardian:

We, the undersigned, share the view that Pope Ratzinger should not be given the honour of a state visit to this country. We believe that the pope, as a citizen of Europe and the leader of a religion with many adherents in the UK, is of course free to enter and tour our country. However, as well as a religious leader, the pope is a head of state, and the state and organisation of which he is head has been responsible for:

Opposing the distribution of condoms and so increasing large families in poor countries and the spread of Aids.

Promoting segregated education.

Denying abortion to even the most vulnerable women.

Opposing equal rights for lesbians, gay, bisexual and transgender people.

Failing to address the many cases of abuse of children within its own organisation.

The state of which the pope is head has also resisted signing many major human rights treaties and has formed its own treaties ("concordats") with many states which negatively affect the human rights of citizens of those states. In any case, we reject the masquerading of the Holy See as a state and the pope as a head of state as merely a convenient fiction to amplify the international influence of the Vatican.

Stephen Fry, Professor Richard Dawkins, Professor Susan Blackmore, Terry Pratchett, Philip Pullman, Ed Byrne, Baroness Blackstone, Ken Follett, Professor AC Grayling, Stewart Lee, Baroness Massey, Claire Rayner, Adele Anderson, John Austin MP, Lord Avebury, Sian Berry, Professor Simon Blackburn, Sir David Blatherwick, Sir Tom Blundell, Dr Helena Cronin, Dylan Evans, Hermione Eyre, Lord Foulkes, Professor Chris French, Natalie Haynes, Johann Hari, Jon Holmes, Lord Hughes, Robin Ince, Dr Michael Irwin, Professor Steve Jones, Sir Harold Kroto, Professor John Lee, Zoe Margolis, Jonathan Meades, Sir Jonathan Miller, Diane Munday, Maryam Namazie, David Nobbs, Professor Richard Norman, Lord O'Neill, Simon Price, Paul Rose, Martin Rowson, Michael Rubenstein, Joan Smith, Dr Harry Stopes-Roe, Professor Raymond Tallis, Lord Taverne, Peter Tatchell, Baroness Turner, Professor Lord Wedderburn of Charlton QC FBA, Ann Marie Waters, Professor Wolpert, Jane Wynne Willson



domingo, 25 de julho de 2010

A laicidade segundo Alberto João Jardim



As notícias vindas do reino de Alberto João Jardim já não nos espantam, mas ainda nos indignam.

Contrariando a Constituição da República Portuguesa e as decisões do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, Alberto João Jardim resolveu determinar a manutenção de crucifixos nas salas de aula da região autónoma.

O despacho número 17/2010 do Governo Regional da Madeira, tornado público no «Jornal Oficial» da Região, no dia 21 de Julho, merece uma leitura atenta:


Ao lermos a pérola literária, que constitui o despacho assinado por Alberto João Jardim, não podemos deixar de recordar as relações privilegiadas de outros líderes autoritários com a Igreja Católica.  
Estas relações não são novidade nem são recentes, já as vimos aqui e noutras paragens onde, tal como hoje na Madeira, democracia era uma palavra que se dizia baixinho...

sábado, 17 de julho de 2010

Ideias para este Verão – vender o Vaticano


Existem coisas que não compreendemos.
O prejuízo de 4,1 milhões de euros do offshore do Vaticano, em 2009, é uma delas.

Ou os gestores da Opus Dei perderam eficácia ou a lavagem de dinheiro e os crimes financeiros deixaram de dar o lucro que davam.

Antes que as agências de rating baixem a notação da Santa Sé ou o FMI se instale na Capela Sistina, sugerimos a Bento XVI que reflicta seriamente nesta ideia:

domingo, 20 de junho de 2010

No Vaticano ainda se sentem saudades da Inquisição



Um dia após a morte de José Saramago, o pasquim do Vaticano, L’Osservatore Romano, publicou um artigo em que define o escritor como populista e extremista, considerando-o "um homem e um intelectual de nenhuma admissão metafísica, ancorado até ao final numa confiança arbitrária no materialismo histórico, aliás marxismo".

Registe-se mais esta manifestação da habitual "tolerância" católica, para com todos aqueles que têm a lucidez de resistir e dizer não ao obscurantismo religioso que emana do Vaticano.

No reino de Bento XVI ainda se suspira de saudades pelos tempos da Inquisição...
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